Que sou eu *Mauri Zeügo*

Meus caminhos intermináveis trouxeram-me até aqui, meus dias de alegria, tristeza, risos e cara feia. Sou tudo e nada. Feito um gato vadio que de telhado em telhado sempre encontra um cesto quente com um novelo de lã ou linha velha que nos remetem aos dias da infância. Tão saudoso à família sou eu. Nos últimos anos tenho tentado ser mais homem e menos animal, raciocinar sempre ao invés de seguir instintos que provocariam uma guerra. Sou humano enfim, tenho meus anseios e desejos e com esses, posso ser o que eu quiser. Cada pessoa tem seus defeitos e qualidades, porém, são os pequenos detalhes que nos tornam cada vez mais especiais e únicos. Sou Mauri Eurico Santos Zeügo e este é meu mundo. Seja Bem Vindo!

Mauri (14.01.1999)

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Certa Vez, O Amor...(13.11.13 - 00:15)

Certa vez, o amor...

“Haverá um dia em que toda a imensidão negra que nos cobre durante o fim da luz, nos trará a verdadeira lei que rege essa face oculta que impera nos fins dos dias frios.”
Certa vez, encontrei algo muito belo, um alguém que me fazia rir a qualquer momento, revelando meu sorriso mais intenso, fazendo-me gozar por essa vida repleta de inércia e tão cheia de amargura. Tirou-me o sono, levou meus sonhos e pesadelos – eu estava a iniciar uma guerra intrínseca com o verdadeiro amor. Viajei de encontros mil ao ímpeto e ao livre canal das desavenças de norte a sul, leste a oeste. De fronte uma bela montaria branca, de crina cheia de um brilho vivido, detrás de mim um oceano de lágrimas cheio de felicidades e amarguras, aos lados seguiam as correntes que prendiam minhas mãos para receber de pronto a maior e mais fina das flechas – O amor veio de encontro a mim e fora um anjo de formas mil e coroa de louro verde ainda fresco, com cheiro de rosas e macadâmia, lábios levemente pincelados de um suave rosa, olhar tênue e senil, braços fortes com mãos grandes e belas, um corpo de desejo intenso e uma vontade única de ter-me aos abraços após a investida ágil de sua arma. Tornar-me-ia um feto sem malícias para o guerreiro, filho e amante da deusa do amor e das delícias terrenas. Oh deusa das manhãs frescas e sem privações entre os amantes, tua pureza não mais imaculada, a fertilidade das proezas insanas e mundanas dos homens – Seja tu Afrodite de Ares ou a Vênus de Marte, rogo a ti, protege-me contra o mal do amor, esse que tanto causa danos aos homens e mulheres, amantes e amados, senhores e serventes puros e impuros animais e humanos.
Indigna fora a queda da Babilônia e até mesmo a imortalidade da Pompéia, porém não menos humanos foram que as almas de Sodoma ou Gomorra, pelo elo carnal ou pelo escambo de Caronte, o barqueiro mercenário do rio Estige ao Hades infinito. Uma alma por uma moeda, qual o preço pela tua verdade ou pelo mesmo castigo que teu anjo nos submete..¿
Certa vez encontrei-me com o amor supremo, o mesmo que me saciou dentre tantos lençóis e após muitos néctares que causavam sono. A beleza das bacantes preenchia meu ego e ao mesmo tempo completava meu mundo. Porque comigo, filho de tantas mães e pais, irmão de tantos irmãos e irmãs, porque comigo¿
Nessa jornada longa e cheia de grandes pedras, vivo sem uma resposta concreta, porém respiro o hoje como sendo o último dia de minha vida, fazendo desse momento o único a durar uma eternidade só para vê-lo tentar arrancar-me sorrisos para sempre antes de você partir.
“O amor é a fagulha que resta para o ser humano se tornar mais humano e menos animal. Por isso, aceite o amor na forma como ele o é.


Por: Mauri Zeurgo