Que sou eu *Mauri Zeügo*

Meus caminhos intermináveis trouxeram-me até aqui, meus dias de alegria, tristeza, risos e cara feia. Sou tudo e nada. Feito um gato vadio que de telhado em telhado sempre encontra um cesto quente com um novelo de lã ou linha velha que nos remetem aos dias da infância. Tão saudoso à família sou eu. Nos últimos anos tenho tentado ser mais homem e menos animal, raciocinar sempre ao invés de seguir instintos que provocariam uma guerra. Sou humano enfim, tenho meus anseios e desejos e com esses, posso ser o que eu quiser. Cada pessoa tem seus defeitos e qualidades, porém, são os pequenos detalhes que nos tornam cada vez mais especiais e únicos. Sou Mauri Eurico Santos Zeügo e este é meu mundo. Seja Bem Vindo!

Mauri (14.01.1999)

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

sábado, 18 de dezembro de 2010

O Bom Da Vida (14/05/08)

“O bom da vida é que a cada sorriso, perde-se um pouco da tristeza”
Mauri Zeurgo

Torpor (14/04/08)

“A escuridão envolve a mente, o torpor causa a dúvida, esta por sua vez, direciona a morte”
Mauri Zeügo

Atos Humanos (14/03/08)

“O Mundo está repleto de atos humanos, mas a cada ação praticada, perde-se um pouco de nossa humanidade”
Mauri Zeurgo

Dois Lados (14/02/08)

“Na vida existem dois lados, o bom, que nos dá várias chances de acerto e o ruim que torna nossos erros em todo o nosso martírio.”
Mauri Zeügo

Eclipse (14/01/08)

Amor - era tudo que eu tinha,
Mas, pobre de mim...
Fui mal correspondido,
Talvez nem isso;

Vendo-a assim, em seu trono
Tão bela e majestosa,
Vi-me no dever de contemplá-la
E mostrar ainda que existo;

Não sou matéria de açúcar
Nem obra-prima de João de barro,
Mas desmancho-me ao saber
Que minha paixão se foi;

Queria mostrar a minha existência,
Tê-la em meus braços era a meta...
Braços estes que se encontram arrancados
Justo hoje, pelas ironias da vida;

Foram noites mal dormidas,
A pensar no que dizer.
De nada adiantou,
Fui fraco, confesso;

Acreditei ter um amor,
Errei sem noção do desejo,
Culpa minha, verdade...
- Confundir foi meu lema;

Tira-la de seu assento soberano,
Por várias vezes tentei.
Quando enfim, consegui era tarde demais,
- Pois um eclipse dura menos
Do que podemos imaginar.

Mauri Zeügo

Desgaste (14/12/07)

O que houve com você? Porque desapareceu?
Quero e preciso saber o que há, para melhor entender o que vivemos e porque vivemos.
Se soubesse o quanto eu esperei, chorei, gritei, sofri e ansiei a sua espera.
Seu egoísmo e mesquinhez deixaram-me de canto e fui tratado com indiferença. Nunca imaginei que você pudesse fazer comigo, o que fizeram contigo. E hoje, vem a mim como se nada tivesse ocorrido. O que te faz pensar que será fácil perdoá-lo ou me fará esquecer o desgaste nosso?

Mauri Zeügo

Haicai: Lenços (14/11/07)

Sete lenços ao vento,
Para o primeiro beijo
São jogados a quem
Realizar um desejo”

Mauri Zeügo

Segundo (14/10/07)

Você pode me ver.
Você pode me ver?
Saiba que o pequeno cresceu;

Pode sentir isso.
Pode sentir isso?
Meu perfume único,
Sinto-me unicamente teu;

Deite aqui comigo,
Entregue-se a mim!

A substância secreta
Será revelada
Como no primeiro toque.
Não tema, venha!

Dou-lhe meu amor
Por alguns instantes,
Com carinho e paixão,
Mesmo que por um segundo...

Mauri Zeügo

Abandono (14/09/07)

Poesia corre nas veias,
Amor no coração,
Saudade no peito
E um grito no vazio;

Frases incompletas,
Palavras intercaladas,
Silencio do mundo
E a paixão interrompida;

O amargo da boca,
Solidão do corpo,
Frio da circunstância
E um último abraço no escuro.

Mauri Zeügo


Incidência (14/08/07)

A beleza interna
Veio coincidir com palavras
Da pura inteligência alheia,
Vagueando por terras de mau olhado;

Um contra-gosto manifestado
Por um grande esplim.
Tomam-nos como espoliadores
De um tesouro que jamais
Sentiu nosso toque supérfluo;

Após esse travasso imundo
Somos tidos como vitimas,
Mas não querem nos libertar,
Apenas em respeito aos muitos
Que desconhecem clara incidência.

Mauri Zeügo

O Novo Adeus (14/08/07)

Escuta-me..!
A voz sumindo
Diz querer estar contigo,
Sempre e sempre;

O coração engana,
A alma pena,
O corpo sofre
E o calor some;

O sol esfria,
A lua apaga,
A terra geme
E o mundo para;

Na palavra última,
O resumo da dor
E a sinceridade do amor
- Adeus, acabou.
Mauri Zeügo

O Primeiro Adeus - 2ª Edição (14/07/07)

Olhe pra mim,
Ouça minha voz,
Quero que acorde
E perdoe-me;

Não tenho escolha,
Preciso voar longe.
Liberte meu espírito
E abra minhas asas;

Quero a liberdade,
Dê-me o brilho do sol
Em diferentes ângulos
E abençoarei seus dias;

Recebe meu adeus
Como algo sublime,
Continue nossa dança
Até os novos dias;

Dou­-lhe um templo,
Sacrifique-se por mim –
Deixe o sangue escoar
Mas deixe-me ir.

Mauri Zeügo

Insônia (14/06/07)

Noites sem dormir, eu em claro.
A noite a cair e eu sem sonhar.
- Declaro-me para o sono vir...

Ele não vêm, e nada mais vejo.
Durmo acordado, os olhos pesam,
O dia chega e eu tenho de levantar...

Mauri & Bianca Lima

Memórias (14/05/07)

Fogem as minhas memórias
Do outono frio e com perfume,
Como sol de inverno em céu nublado,
Descansam elas, nas lembranças;

Vi muitos amores perdidos
Escaparem aos meus olhos,
Atravessarem mar e terra
E acariciarem a doce ilusão;

Seus sonhos alcançaram desde
O topo das montanhas ao ventre dos rios,
Percorrendo caminhos infindáveis
Por entre a imaginação absurda do homem;

Restam agora os grandes moinhos a girar,
Espalhando os últimos suspiros
Dessa incrível aventura,
Que tanto inquietou estrelas e planetas;

Guardados estão em minha memória,
Com o sabor do passado -
O segredo do universo
E a velha alma do poeta.

Mauri Zeügo

Saber Amar (14/04/07)

A solidão não é o acúmulo de crenças e interesses, mas sim, é o fato de se sentir emanado de um vazio, mesmo a dois. E isso, transforma nossas ilusões viáveis até o ponto de dizer te amo. A solidão engana e nos dá a própria cara à tapa, fazendo-nos escravos daquele amor platônico, que acaba sempre num quarto, sala ou varanda vazia, na companhia de uma taça de vinho, refrescos, chocolate, doces e muita, mas muita imaginação.
Mauri Zeügo

Só Sei Te Amar (14/03/07)

Com você não há solidão.
Os dias são interessantes,
Gosto de você, amo você,
Acredite no meu amor!

Amo ficar com você,
Não é ilusão,
Isso tudo é paixão –
Amor, amor, amor.

Cláudio & Mauri Zeügo

Haicai: Folha Seca (14/02/07)

“Folha seca cai,
Terra mastiga,
O dia continua”

Mauri Zeügo

A Pintura (14/01/07)

“Hoje estou a pintar, céu, sol e mar.
Das montanhas a avistar, o rio a formar,
Moinhos a girar, ventos a soprar
E o planeta continua no lugar”

Mauri & Bianca Zeügo

Se eu Dormir (14/12/06)

Se eu dormir, me abrace forte.
Quero me entregar aos seus braços
Com a certeza de ser você o único;

Leve-me até as estrelas e faça-me
Viajar pelo infinito do céu –
Teus braços fazem-me seguro;

Contigo deito-me agora
À espera de um dia,
Acordar e ter a ti ao meu lado.

Mauri Zeügo

Estrela (14/11/06)

“Ela que sempre brilha,
Irradiando o céu – o mano negro,
Alimentando a grande trilha imaginária,
Fazendo surgir o belo conto...”

Mauri Zeügo

Rumo (14/10/06)

Durante um longo percurso
Ao longo do lago calmo,
Surgia ela – a formiga;

Viajava vagarosa
Por entre a relva úmida,
Sem a menor preocupação;

Ali, em frente às pedras,
Sob o pacifico olhar
Do leve flamingo;

A pequena presença
Que gerava o frêmito,
Resolvera estacar-se ali;

Notando a ausência crua
Da essência viva,
Naquele solo com aroma da chuva;

Desistiu da viagem
E rumou diferente,
Entregando-se à tragédia
De um novo caminho.

Mauri & João Zeügo Neto

Pranto (14/09/06)

O companheiro do olho é o choro.
Este é o ouro dos tolos,
A lágrima que cai
E o pranto que seca;

A vontade de fugir,
O sufoco que aperta
É a chave entre
A alma triste e o copo vazio;

O quarto frio delatando
O lençol claro que abrigou
O corpo quente e tão
Desejoso de prazer;

Hoje nada mais importa,
Fico apenas com a memória
Do choro seco que
Traça o sentimento
Vazio do olho e o pranto
Do passado que ficou lá atrás.

Mauri & Bianca Zeügo

Um sonho com amor (14/08/06)

Dormem agora as minhas lembranças
No Éden dos meus sonhos,
Entre a lâmina e a rosa
Estará meu paraíso;

A cor do ébano e o aroma
Misturam-se no caminho,
Num memorável anil
Nasce então, um novo amanhecer;

Vi meus amores
Nascendo e morrendo,
Mas nada marcou tanto
Quanto o perfume teu;

Jamais te esquecerei,
Guardando sempre na lembrança
O sabor único
Desse sonho com amor.

Mauri Zeügo

Bambolê (14/07/06)

Ter, ter, ter bambolê eu vou ter.
Ser, ser, ser bambolê vai ser.
Bambolê caiu no chão,
Pega ele, a menininha
Antes que termine essa canção...

- Lar, lar, lar venha já bambolear,
Le, Le, le sai do chão o bambolê,
Lir, lir, lir não deixe o bambolê cair,
Ló, ló, ló bamboleie sem ter dó,
Lul, lul, lul meu bambolê é azul.

Mauri & Barbara Zeügo

Carrossel (14/06/06)

“O carrossel pôs-se a rodar
Colorido a brilhar,
Cavalinhos a girar,
Crianças a cantar”

Mauri & Bianca Zeügo

Mãe, Fonte de amor (14/05/06)

“Coração materno é fonte de amor e carinho, mãe é a fonte de tudo isso”
Mauri Zeügo

O gigante (14/04/06)

Ser vizinho de gigante
Foi sempre muito complexante,
Certo dia na caverna
Fez-se a maior baderna;

Esse homem troglodita
Detonou com a marmita,
Comeu pão, pudim e bolo
Foi o maior rolo;
Terminou no banheirão
E descarregou o fedozão,
Mijou, mijou, mijou
Fez peidinho e soltou pum!

Mauri & Bianca Zeügo

Falando com Deus *2ª Edição (14/03/06)

Dê-me o sono e faça-me adormecer.
Regule meus pensamentos e derruba-me em meu leito.
Quero ter sonhos e pesadelos também.
Quero dormir e acordar
E quase sempre me lembrar.

Deixe-me ser vivo e também ser morto.
Dê-me a centelha e também o éter.
Se peco em vida, castiga-me na morte,
Se peco pelas palavras, perdão
Mas deixe-me dormir e dá-me a paz do sono.

Mauri Zeügo

À Deus (14/02/06)

Deus dê-me o sono,
Faça-me adormecer.
Regule meus pensamentos
E derruba-me em meu leito

Quero ter sonhos
E também pesadelos,
Quero dormir e acordar
E quase sempre me lembrar;

Deixe-me ser vivo
E também ser morto.
Dê-me a centelha
E também o éter;

Se pequei em vida,
Castiga-me em morte.
Mas se peco pelas palavras,
Perdoe-me, mas me deixe dormir.

Mauri Zeügo

Fúria (14/01/06)

Não pude resistir.
Arrancou-me do chão
Com tanta fúria,
Que pude sentir
Um gosto amargo
De sensação única;

Feito um pequeno grão de areia,
Fui arrancado das entranhas terrestres.
O mesmo que também teme ao Oceano
E fragiliza-se por tamanha imensidão;

Nem mesmo as mais fortes raízes
Resistiriam ao peso das águas,
Enquanto duras rochas tentam fazê-lo
Com as lavas rebeldes de um vulcão;

Nada mais adianta,
Sem volta à Mãe Terra
O mundo ficou afônico,
Sem paz nem compaixão;

Pétalas de rosas e jasmins,
Um jardim memoriza os meus dias,
Um mergulho em antigas fantasias
Que já não existem mais;

Canso pela sofreguidão.
A mesma que me faz fantasiar
Que o peso dos planetas pende sobre mim.
Vaga esperança. Sinto por tudo;

A máscara já caiu há dias.
Tenho que esquecer tudo que me fez feliz.
Abrirei mão de contos e fábulas,
Para viver em estranha, mas
Minha realidade...

Mauri Zeügo

Último (14/12/05)

Uma paixão irreal
Ao ódio do mundo
Traz a novidade
Aos olhos noturnos;

Em que a fúria do cego
Que não quer ver,
Rouba o brilho
Do maior tesouro;

E ofuscado se vê
Em desonra real,
Eclodindo feito massa
E um peso morto cai;

Corroída, a terra
Dissolve em partículas,
Que reagem à ação inerte
Do primeiro verso;

Que com amor
Faz germinar esta semente,
Que vem brotando até o solo
Para dar seu ultimo suspiro.

Mauri Zeügo

Tristeza de adolescente (14/11/05)

Acabou a brincadeira,
Tire o Nike e a camiseta do Corinthians,
A vida será mais maneira
De futebol também somos fãs;

Penteie o cabelo criança!
Limpe a orelha, orelhudo!
Abra o olho menino!
Pegue a bolsa,não esqueça o caderno,
O lápis, a lapiseira e nem a folha sulfito;

Não reclame de barriga cheia,
Teve todo o tempo do mundo
Para saborear os quitutes da vôvó.
- Chocolate quente, mouse de limão,
Paçoca de amendoim e bolo de amêndoas.
Largue já essa colher!

Menininho da favela
Também precisa estudar,
Assim não vira burro e nem
Qualquer um debaixo de ponte,
E nem precisará roubar;

Menina, já escovou o aparelho de dentes?
Que bom, hoje vamos de carro
Porque chega mais rápido e
Temos tempo de chegar à festa
Comemorativa no pátio da escola;

Desça da árvore, tome a cadeira!
Nossa, que medo é esse?
Está com a mesma cara que fez
Em sua primeira foto no primário;

Abra seu coração e aqueça as mãos,
É hora de escrever e aprender palavras
Que trarão ao mundo a paz desejada
- basta dizer obrigado e nada mais;

Esqueça a curtição,
Pois hoje é dia de voltar às aulas,
Desligue seu Vivo e me dê ouvidos,
Olhe pra frente e preste atenção na lição cabeção!

Bianca & Mauri Zeügo