Que sou eu *Mauri Zeügo*

Meus caminhos intermináveis trouxeram-me até aqui, meus dias de alegria, tristeza, risos e cara feia. Sou tudo e nada. Feito um gato vadio que de telhado em telhado sempre encontra um cesto quente com um novelo de lã ou linha velha que nos remetem aos dias da infância. Tão saudoso à família sou eu. Nos últimos anos tenho tentado ser mais homem e menos animal, raciocinar sempre ao invés de seguir instintos que provocariam uma guerra. Sou humano enfim, tenho meus anseios e desejos e com esses, posso ser o que eu quiser. Cada pessoa tem seus defeitos e qualidades, porém, são os pequenos detalhes que nos tornam cada vez mais especiais e únicos. Sou Mauri Eurico Santos Zeügo e este é meu mundo. Seja Bem Vindo!

Mauri (14.01.1999)

sábado, 18 de dezembro de 2010

Fúria (14/01/06)

Não pude resistir.
Arrancou-me do chão
Com tanta fúria,
Que pude sentir
Um gosto amargo
De sensação única;

Feito um pequeno grão de areia,
Fui arrancado das entranhas terrestres.
O mesmo que também teme ao Oceano
E fragiliza-se por tamanha imensidão;

Nem mesmo as mais fortes raízes
Resistiriam ao peso das águas,
Enquanto duras rochas tentam fazê-lo
Com as lavas rebeldes de um vulcão;

Nada mais adianta,
Sem volta à Mãe Terra
O mundo ficou afônico,
Sem paz nem compaixão;

Pétalas de rosas e jasmins,
Um jardim memoriza os meus dias,
Um mergulho em antigas fantasias
Que já não existem mais;

Canso pela sofreguidão.
A mesma que me faz fantasiar
Que o peso dos planetas pende sobre mim.
Vaga esperança. Sinto por tudo;

A máscara já caiu há dias.
Tenho que esquecer tudo que me fez feliz.
Abrirei mão de contos e fábulas,
Para viver em estranha, mas
Minha realidade...

Mauri Zeügo

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