Que sou eu *Mauri Zeügo*

Meus caminhos intermináveis trouxeram-me até aqui, meus dias de alegria, tristeza, risos e cara feia. Sou tudo e nada. Feito um gato vadio que de telhado em telhado sempre encontra um cesto quente com um novelo de lã ou linha velha que nos remetem aos dias da infância. Tão saudoso à família sou eu. Nos últimos anos tenho tentado ser mais homem e menos animal, raciocinar sempre ao invés de seguir instintos que provocariam uma guerra. Sou humano enfim, tenho meus anseios e desejos e com esses, posso ser o que eu quiser. Cada pessoa tem seus defeitos e qualidades, porém, são os pequenos detalhes que nos tornam cada vez mais especiais e únicos. Sou Mauri Eurico Santos Zeügo e este é meu mundo. Seja Bem Vindo!

Mauri (14.01.1999)

sábado, 18 de dezembro de 2010

Eclipse (14/01/08)

Amor - era tudo que eu tinha,
Mas, pobre de mim...
Fui mal correspondido,
Talvez nem isso;

Vendo-a assim, em seu trono
Tão bela e majestosa,
Vi-me no dever de contemplá-la
E mostrar ainda que existo;

Não sou matéria de açúcar
Nem obra-prima de João de barro,
Mas desmancho-me ao saber
Que minha paixão se foi;

Queria mostrar a minha existência,
Tê-la em meus braços era a meta...
Braços estes que se encontram arrancados
Justo hoje, pelas ironias da vida;

Foram noites mal dormidas,
A pensar no que dizer.
De nada adiantou,
Fui fraco, confesso;

Acreditei ter um amor,
Errei sem noção do desejo,
Culpa minha, verdade...
- Confundir foi meu lema;

Tira-la de seu assento soberano,
Por várias vezes tentei.
Quando enfim, consegui era tarde demais,
- Pois um eclipse dura menos
Do que podemos imaginar.

Mauri Zeügo

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