Que sou eu *Mauri Zeügo*

Meus caminhos intermináveis trouxeram-me até aqui, meus dias de alegria, tristeza, risos e cara feia. Sou tudo e nada. Feito um gato vadio que de telhado em telhado sempre encontra um cesto quente com um novelo de lã ou linha velha que nos remetem aos dias da infância. Tão saudoso à família sou eu. Nos últimos anos tenho tentado ser mais homem e menos animal, raciocinar sempre ao invés de seguir instintos que provocariam uma guerra. Sou humano enfim, tenho meus anseios e desejos e com esses, posso ser o que eu quiser. Cada pessoa tem seus defeitos e qualidades, porém, são os pequenos detalhes que nos tornam cada vez mais especiais e únicos. Sou Mauri Eurico Santos Zeügo e este é meu mundo. Seja Bem Vindo!

Mauri (14.01.1999)

sábado, 12 de julho de 2014

Sol Negro – Ato 1 (12/07/2014)


 Desciam lentamente sobre o meu rosto as últimas lágrimas de um corpo choroso e de uma mente atormentada pela veracidade dos fatos últimos.
E assim a nossa dança parava abaixo daquela rubra e fria chuva. Uma tempestade tornava-se atraente muito antes da mais fina garoa, porém a vida faz-nos bailar conforme a canção, sendo ela seca, úmida, fraca ou devastadora.
Facilmente seguimos as direções a que fomos ordenados, mas nenhuma delas mostra o verdadeiro céu ou inferno ao qual supostamente seremos atraídos.
Diante das maiores dificuldades, devemos brilhar sobre a escuridão antes mesmo que a pequena fagulha das emoções falhas do ser humano torne-se uma loucura insana dos falsos amores.
Acreditar no inacreditável é o mesmo que continuar à espera de um milagre. Os dias tornam-se o ponto de partida para a angustiante queda até o abismo.
Parte de nós é levada ao âmago fundamental da questão que nem eu e nem você poderá responder. Enquanto descemos, um flash de lembranças revela-nos o que perdemos e o que ganhamos, porém a verdadeira face daquilo que queremos se oculta entre a grande farsa da vida.
Nossa estada aqui na terra é mera alusão da realidade ao mundo de fantasias e ludibriáveis tentações ao qual somos submetidos.
Ganhar e perder, perder e fugir, correr ou ficar, tudo se aplica à regra daquilo que não queremos enfrentar. Às vezes fugimos de nossos medos e perdemos a chance de acabar com eles de uma só vez e pra sempre.
O sentimento que os consome diante da derradeira vida é exatamente a inversão de valores que criamos dentro de nossa mente, por isso acredita-se que enquanto isso durar, nossos desavisos serão permeados por dor, cólera, inveja, impunidades e desapego a nós mesmos.
O segredo de um mundo particular e todo nosso, deverá ser mantido sob sigilo total e o segredo deverá ser lembrado apenas por nós onde quer que estejamos.
Ao depender tanto de uma resposta ou daquilo que se espera, acreditamos tanto que existimos para fazer, criar, formar e completar – Mas não! Estamos aqui apenas para conjugar o verbo da coexistência humana enquanto passeamos pela materialização do que existe e não do que está em planejamento ainda. Um dia teremos as respostas ou não, tudo é tão incerto, ou talvez vivamos sem respostas, ou talvez já estejamos até mortos e ainda nem sabemos.

Continua...

Por Mauri: Zeurgo