Que sou eu *Mauri Zeügo*

Meus caminhos intermináveis trouxeram-me até aqui, meus dias de alegria, tristeza, risos e cara feia. Sou tudo e nada. Feito um gato vadio que de telhado em telhado sempre encontra um cesto quente com um novelo de lã ou linha velha que nos remetem aos dias da infância. Tão saudoso à família sou eu. Nos últimos anos tenho tentado ser mais homem e menos animal, raciocinar sempre ao invés de seguir instintos que provocariam uma guerra. Sou humano enfim, tenho meus anseios e desejos e com esses, posso ser o que eu quiser. Cada pessoa tem seus defeitos e qualidades, porém, são os pequenos detalhes que nos tornam cada vez mais especiais e únicos. Sou Mauri Eurico Santos Zeügo e este é meu mundo. Seja Bem Vindo!

Mauri (14.01.1999)

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

"O Grande Livro Aberto - Mauri Zeürgo"

Assim como a Filosofia, temos diversas maneiras de lidar com a vida e de reinventar as muitas estórias que compreendem todo o nosso mundo. Cada qual com seus contos, gírias, sotaques, dores, alegrias e sofrimentos. Acreditar-se-á nas belezas mundanas, nas noites insanas e incompreensíveis do universo ao nosso redor, porém, o que mata é a saudade, o ciúme corriqueiro, a vastidão de sentimentos que penetram a pele, feito lâmina que açoita a carne e fere a alma. Como um ser, dotado de tanto conhecimento pode se jogar às aventuras derradeiras da vida fácil, tendo em mãos um dos maiores tesouros já conquistados em terras distantes? A longitude em que se chegou nessa vivência, não mais sobreviverá através dos tempos, dos dias, tardes e noites retilíneos às conformidades dos horários nobres, dos pontos sem retorno e das águas passadas. Assim como a água quente de um caffè que ao atravessar as barreiras do resistente “papel-coador”, chega mais forte e não mais pura, mas com outra cor, outro aroma, outras finalidades. Somos levados ao âmago da questão: Para que alimentar um amor e uma vida a dois, se no fim de tudo, somos encantados com outras tentações? Pergunta sem fins, sem meios, sem nexo, sem nada a perguntar, mas com tudo em torno de nós, que somos os causadores de tamanho alarde.
Numa relação deve existir o “nós dois”, nunca um “futuro a pensar por um apenas”. A credibilidade com que chegam as palavras a mim, faz tocar o sino que havia ficado abaixo da madeira velha e podre, criando um som diferente, um toque silencioso, não mais deixando-me ouvir as verdades. Ser fiel e jamais ser “do mundo”, amores existem, basta esperar nesse grande banco da paciência “burra” e “tola” dos seres humanos.
Hoje, sou uma carta aberta ao mundo e sempre cheia de emoções, apaixono-me e encanto-me pelo lado errado e cruel do ser humano. Há dias assim, sou deixado de lado e fico tão só, a espera de um alguém real que se contente e se satisfaça comigo, apenas com meu amor, com minha vida, meus braços e abraços, meus carinhos e minhas carícias, meus beijos doces e meu terno amor. Quantos erram em amar tanto e tanto e no fim de tudo, a convivência torna-se a piada do século, o assunto de uma mesa de bar, o elo entre o paciente e o analista e as piadas entre rodas de amigos. O ser humano ainda não aprendeu a amar corretamente. O amor tornou-se motivo de chacota, amar é para poucos e para muitos também, mas é minoria que se torna o motivo de orgulhar-se e dizer que ama-se alguém e tem algo especial a dividir com o escolhido, o prometido, a alma gêmea, a cara-metade e ou a tampa da nossa panela.
Aos desavisados que caminham por essas terras cheias de mau agouro e que acham saber  o que é o amor, saibam agora que – Sou aquele grande livro cheio de emoções, tenho minhas páginas abertas ao mundo, aos sete mares e aos quatro cantos do planeta. Jamais deixo de demonstrar meu afeto aos que precisam de amor, só nunca deixe esse sentimento tão lindo padecer nos anais incógnitos da história. Se tiveres um amor, dê valor; se um sorriso dê uma gargalhada; se tens, não tema. Estarei aqui, agora e sempre, ejaculando essa arte adolescente ao mundo viril e infiel de homens e mulheres, que se tornam animais pelo gosto lúdico de poderem fazer parte do mesmo grupo de tantos outros que se trancam na caixa da fantasia e esquecem-se da vida real, deixando o ser humano belo, maravilhoso e único que temos dentro de nós, falecer. A casca do ser humano é menor ainda quando deixa resquícios de sua vida passada interferir o presente.  Minhas páginas se fecharam agora – Foi o vento me avisando que: Dever-se-á da vida bandida aproveitar, enquanto se pode, mas quando tiveres um alguém, apenas dê valor.


Mauri Zeürgo (31/08/2011 – 18:00)

domingo, 21 de agosto de 2011

“Entre Amigos – Mauri Zeürgo”


“O que encobre a transgressão adquire amor, mas o que traz o assunto à baila separa os grandes amigos.”
Provérbios 17:9
A veracidade de um sorriso contínuo, a felicidade na face daquele que retorna e o bom grado daquele que recebe o quase já desaparecido que surge feito mágica, são todos fatos consumados das ironias do destino, que mesmo com a partida de bens tão queridos, ficam sempre as lembranças, as piadas, os versos e a vontade de vê-los novamente e o anseio de dizer tudo aquilo que não fomos capazes. Mas, na ausência crua daqueles que partiram, soam os sinos da memória - a lasca de madeira que ronda os ramos mais firmes e as folhagens mais verdes de uma vida toda, deixando pra trás os grandes e os pequenos, os velhos e os jovens, os adultos e as crianças, os putos e as putas, as pequenas e grandes formigas que conquistamos com todo o doce do nosso mais puro açúcar e na nossa mais tênue doçura.
Milhares de pessoas chegam às nossas vidas e deixam apenas um rastro de sua breve presença, mas, poucas são aquelas que deixam-nos as grandes marcas e o maior vazio que ecoa enquanto houver a saudade.
Assim, a vida ensina, mata, fere, logra, torna-nos ímpios, céticos, egoístas e ao mesmo tempo, torna-nos mais humanos e sensíveis a causa. Uma dor é sempre uma dor, porém, enquanto existir o sentimento puro e verdadeiro, sempre existirá o martírio verdadeiro e sincero daqueles que por aqui ficam.
Tratar com saudosismo a ausência de um outrem com um grande nome é o mesmo que manter a essência viva da mesma pessoa querida que se fora para um Melhor Plano e ainda hoje, viaja e vem até nós para manter-nos ligados uns aos outros, forçando aquele laço imune da amizade, deixando-o mais gostoso, vivo e imbatível.
Do lado de lá, enxergar-se-á os resquícios em memória de uma grande mulher - O saltitar de emoção ao citar seu nome, a delicadeza da vaidade simples, o pranto sincero ao derramar a primeira lágrima, a atenção de outrem ao redor e o imbatível escudo das grandes damas de ferro e dos cavalheiros de ouro, que surgem para acalentar, sugerir, questionar, animar e nunca, mas nunca deixar a “grande peteca da vida” cair.
Perder um alguém é ficar sem chão, ver o mesmo sol que brilhava tanto, ao longo de dias e dias ir perdendo sua luz, sumindo... Sumindo, até desaparecer por completo, restando apenas os inúmeros adjetivos e incansáveis elogios que descreviam uma pessoa tão querida.
A mesa da lembrança, o fio da vida, e a última imagem fora o objeto a qual se apegaram e se esqueceram de um único fato “viril e funcional” – Estar-se-à ao lado dos grandes amigos enquanto houver a memória, a lembrança e o desejo de encontrarmo-nos num novo amanhecer...

Mauri Zeürgo (21/08/2011 – 14:00)



sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Succubae, Succuba, Succubus, Inccubus... (14/11/2011)


A sensualidade minha fora resultado dos apelos teus. Sou o nada que num simples toque, se transformou em tudo. Meus desejos por ti foram os melhores e mais insanos, mais profanos e mais angelicais também. Como as quinze velas de um ritual todo nosso, fui luz em sua vida e também escuridão. Nossa trama sexual deve-se a invasão daquele sentimento que nos enganou – a paixão ardente. O mesmo sentimento tornou-nos escravos do prazer do corpo, enquanto a alma adormecia nos campos Elíseos na companhia das Graças, das Horas, das Ninfas e dos Sátiros. Esse pequeno e ao mesmo tempo grandioso grupo de seres mundanos, deu-nos o livre arbítrio em troca da alma nossa. Alimentamo-nos da energia vital um do outro, roubamos sonhos e sonos, apenas para dar força a succubi de anjos-demônios que atormentam nossas vidas e nossos planos celestiais também.
Fui um ser detentor de uma sedutora beleza, portador da voz mais bela e do canto, que mesmo sem entonação, tornou-se único e invejável. Eu o atraí até minhas asas de morcego, drenando suas energias, sugando seu sangue, escarnecendo sua carne, pois tu foras tão tolo e fraco, tornando-se fácil e frágil demais, isso facilitou meu acesso aos dias teus. Saiba homem, presas fáceis não são dignas de pena e muito menos do amor meu. Durante anos, procurou apenas o que queria e não aquilo que o fazia se sentir bem, por isso, tornou-se um ser sujo em um mundo infiel.
Meu perfume exalar-se-á por todo um deserto que é seu quarto nesse momento e somente isso será a minha presença pra ti. Pois, nesse agora, você é aquele homem perdido nas idéias sem compreensão e sujeito a outros demônios, mas não outro como eu fui em sua vida. Dei-te amor, calor, o melhor sexo com carinho, a melhor transpiração, os melhores beijos molhados e o melhor em mim: Eu o deixei me tocar, sendo meu homem, minha barreira contra os impuros, meu porto-seguro e a grande muralha que me escondia do mundo sujo. Sinto ainda o soluçar teu, causado pelas lágrimas cristalinas do dia em que ameacei sair pela “porta”.
Ah, aquele momento me alimentou tanto e tanto que fui obrigado a ficar ali, para hoje poder dizer o quanto você errou ao implorar que eu ficasse mais. Saiba meu caro homem, não se pede nada a um demônio e muito menos ao Inccubus que planeja sensualizar, excitando aos prazeres dos sentidos e respirando lentamente ao apelo visual todo nosso.
O que quero? Nada vindo de você, pois nunca fora assunto nos meus dias. O que sinto? Pena de um alguém, que se dizia sábio demais, mas, a esperteza tua é desse mundo e nesse mesmo, encontram-se muitos outros loucos, sábios, profetas e filósofos que tendem sempre à mesma falência dos sentidos, assassinando a alma e jogando no lixo os anos de conhecimento e sabedoria. O que terá de mim? Lembre-se que de ti, levei sua alma, aprisionei seu espírito, lavei seus olhos com meu sangue, usei seu corpo, assim como tentou comigo – ato falho. Oh pobre homem, terás de mim, apenas a dor na lembrança, acarretada de angústias, febres intermináveis e um enorme peso na consciência, ao se lembrar que um dia, deitou-se ao lado de um anjo-demônio a qual não fora compatível e muito menos se esforçou para mostrar seu verdadeiro amor.
Sou esse, aquele, o sujo, limpo, o seco, molhado, tudo e nada. Sou o eco que ecoa pelo vazio, sempre dizendo: “Succubae, Succuba, Succubus, Inccubus...O amor cria anjos e demônios.”
- Verdadeiros sábios, são aqueles que nunca mentem e jamais se deixam levar pela vida fácil e lasciva.

Mauri Zeurgo (12/Agosto/2011 – 14:00)