Que sou eu *Mauri Zeügo*

Meus caminhos intermináveis trouxeram-me até aqui, meus dias de alegria, tristeza, risos e cara feia. Sou tudo e nada. Feito um gato vadio que de telhado em telhado sempre encontra um cesto quente com um novelo de lã ou linha velha que nos remetem aos dias da infância. Tão saudoso à família sou eu. Nos últimos anos tenho tentado ser mais homem e menos animal, raciocinar sempre ao invés de seguir instintos que provocariam uma guerra. Sou humano enfim, tenho meus anseios e desejos e com esses, posso ser o que eu quiser. Cada pessoa tem seus defeitos e qualidades, porém, são os pequenos detalhes que nos tornam cada vez mais especiais e únicos. Sou Mauri Eurico Santos Zeügo e este é meu mundo. Seja Bem Vindo!

Mauri (14.01.1999)

domingo, 21 de agosto de 2011

“Entre Amigos – Mauri Zeürgo”


“O que encobre a transgressão adquire amor, mas o que traz o assunto à baila separa os grandes amigos.”
Provérbios 17:9
A veracidade de um sorriso contínuo, a felicidade na face daquele que retorna e o bom grado daquele que recebe o quase já desaparecido que surge feito mágica, são todos fatos consumados das ironias do destino, que mesmo com a partida de bens tão queridos, ficam sempre as lembranças, as piadas, os versos e a vontade de vê-los novamente e o anseio de dizer tudo aquilo que não fomos capazes. Mas, na ausência crua daqueles que partiram, soam os sinos da memória - a lasca de madeira que ronda os ramos mais firmes e as folhagens mais verdes de uma vida toda, deixando pra trás os grandes e os pequenos, os velhos e os jovens, os adultos e as crianças, os putos e as putas, as pequenas e grandes formigas que conquistamos com todo o doce do nosso mais puro açúcar e na nossa mais tênue doçura.
Milhares de pessoas chegam às nossas vidas e deixam apenas um rastro de sua breve presença, mas, poucas são aquelas que deixam-nos as grandes marcas e o maior vazio que ecoa enquanto houver a saudade.
Assim, a vida ensina, mata, fere, logra, torna-nos ímpios, céticos, egoístas e ao mesmo tempo, torna-nos mais humanos e sensíveis a causa. Uma dor é sempre uma dor, porém, enquanto existir o sentimento puro e verdadeiro, sempre existirá o martírio verdadeiro e sincero daqueles que por aqui ficam.
Tratar com saudosismo a ausência de um outrem com um grande nome é o mesmo que manter a essência viva da mesma pessoa querida que se fora para um Melhor Plano e ainda hoje, viaja e vem até nós para manter-nos ligados uns aos outros, forçando aquele laço imune da amizade, deixando-o mais gostoso, vivo e imbatível.
Do lado de lá, enxergar-se-á os resquícios em memória de uma grande mulher - O saltitar de emoção ao citar seu nome, a delicadeza da vaidade simples, o pranto sincero ao derramar a primeira lágrima, a atenção de outrem ao redor e o imbatível escudo das grandes damas de ferro e dos cavalheiros de ouro, que surgem para acalentar, sugerir, questionar, animar e nunca, mas nunca deixar a “grande peteca da vida” cair.
Perder um alguém é ficar sem chão, ver o mesmo sol que brilhava tanto, ao longo de dias e dias ir perdendo sua luz, sumindo... Sumindo, até desaparecer por completo, restando apenas os inúmeros adjetivos e incansáveis elogios que descreviam uma pessoa tão querida.
A mesa da lembrança, o fio da vida, e a última imagem fora o objeto a qual se apegaram e se esqueceram de um único fato “viril e funcional” – Estar-se-à ao lado dos grandes amigos enquanto houver a memória, a lembrança e o desejo de encontrarmo-nos num novo amanhecer...

Mauri Zeürgo (21/08/2011 – 14:00)



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