Que sou eu *Mauri Zeügo*

Meus caminhos intermináveis trouxeram-me até aqui, meus dias de alegria, tristeza, risos e cara feia. Sou tudo e nada. Feito um gato vadio que de telhado em telhado sempre encontra um cesto quente com um novelo de lã ou linha velha que nos remetem aos dias da infância. Tão saudoso à família sou eu. Nos últimos anos tenho tentado ser mais homem e menos animal, raciocinar sempre ao invés de seguir instintos que provocariam uma guerra. Sou humano enfim, tenho meus anseios e desejos e com esses, posso ser o que eu quiser. Cada pessoa tem seus defeitos e qualidades, porém, são os pequenos detalhes que nos tornam cada vez mais especiais e únicos. Sou Mauri Eurico Santos Zeügo e este é meu mundo. Seja Bem Vindo!

Mauri (14.01.1999)

domingo, 25 de dezembro de 2011

Folhas de Dezembro


Tão longe de casa e tão perto do amor meu. Eis que descubro diferentes formas de amar e redescobrir o amor, feito uma alusão mundana em meio a tanto verde e diante a ardência dos erros cometidos.
Sentimentos de orgulho prevalecem, mas, uma única comunicação mostra-nos como podemos ser amados ainda mais sob a distância dos dias que se seguem.
Um turbilhão de emoções tornam a reviravolta dentro da mente e o corpo não aguenta e dilata pelas vias. Ao rolar da primeira lágrima, lembro-me que quando falta um irmão, tenho um amigo, ou melhor, muitos amigos a minha volta, quando falta a mãe, tenho o abraço da outra mãe ao lado, cevada na maior proeza da vida – Chegar a mais alta idade e ainda manter hábitos da juventude, sorrindo feito criança e alegrando aos jovens que precisam de maturidade. Quando me falta o sorriso de alegria, vem a sensação de felicidade por estar rodeado pelos peões desse complexo xadrez chamado “montes gerais”.
A saudade aperta a cada minuto que sucede e a todo o momento me tenho um “insight” mostrando o quanto a vida pode ser doce e amarga ao mesmo tempo.
Nos confins internos da mente, a colisão é sempre maior, pois o que realmente conta é a validez das palavras, a imensidão dos desejos e o suor fresco do prazer matinal que sucumbe pelo silêncio que faz o ser deliciar-se pelo gozo único de estar apaixonado.
As mãos entrelaçadas logo de manhã, as cabeças fervendo com vontades e os territórios baixos levemente umidificados pela lubrificação prazerosa do querer e do sentir da epiderme, tornando ainda mais gostosa a aventura dos amantes. Esse vai e vem dos quadris e a deliciosa investida contra o pequeno corpo, faz os lençóis serem cúmplices da insensatez de ambos.
Tão distante, mas tão perto...vejo a cada manhã, no grande triângulo dos sotaques, cores e diversos sabores que confundem com o mais belo pôr-do-sol, esse nunca visto em minha terra ou em qualquer outro canto do planeta.
Tudo me sacia - a comida, a agua, as bebidas, as pimentas, as tardes, noites, manhãs, simplesmente tudo me dá força, cria-me o gás para manter-me acordado pelos instantes seguros e inseguros também.
Sei que voltarei e a saudade de lá, será a saudade daqui - os braços da nova mãe, as gargalhadas dos novos amigos e irmãos e a lembrança intrínseca ao cair da primeira folha de Dezembro. E nesse ínterim será revelado sempre que ainda existe esse amor pela vida, sempre enquanto esse pequeno coração bater, sempre enquanto a força desse nome resistir dentro de mim...

(Por Mauri Zeürgo ‘25\12\2011)

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Segundo Enigma

"Sou o elo entre o medo e a coragem. Sou o teto desgastado da chuva mundana. Tenho em mim a dor e a delícia de ser o que sou. Pobre homem não sabe que és tão útil aos prazeres da vida. Sou o pecado em forma de anjo, sou a vida descontinuada através das horas incessantes.
Manhãs, tardes e noites infindáveis denotam o que sou. Meu ser é mera sombra de mim mesmo, ejaculando pelos anais dessa mesma historia que é contada sempre e sempre e jamais tem um rumo ou final plausível.
Minhas várias faces e formas foram criadas através dos anos que sucederam. Já chorei rios de lágrimas, inundei todas as minhas mais puras e insensatas emoções, percorri os mais árduos caminhos até aqui e por fim, estacionei nas minhas esperanças que ainda persistem em durar longos dias.
Sou a voz do coração, numa carta aberta ao mundo, sou o espelho esperançoso com sentimentos tão profundos. Vivo até aqui para poder citar a existência minha e tua também. Minha paixão pelas coisas do mundo me traz sempre a realidade profunda como um eco que acaba jamais.
Sou o Narciso e também o Minotauro, sou o ogro e o feiticeiro, o homem mortal e também o semi-deus, sou tudo e nada e no fim, dá-se a linha última para o bonde que volta jamais. Somos todos iguais, sou eu, você, ele, ela...enfim, partilhamos da mesma incógnita e regorjeamos para o mesmo abismo.
Através das idéias inferidas como fruto da vida, diga-me: Quem sou eu e para onde vou?

(Sou Mauri Zeürgo e esse é o meu mundo - Bem Vindos...)