Que sou eu *Mauri Zeügo*

Meus caminhos intermináveis trouxeram-me até aqui, meus dias de alegria, tristeza, risos e cara feia. Sou tudo e nada. Feito um gato vadio que de telhado em telhado sempre encontra um cesto quente com um novelo de lã ou linha velha que nos remetem aos dias da infância. Tão saudoso à família sou eu. Nos últimos anos tenho tentado ser mais homem e menos animal, raciocinar sempre ao invés de seguir instintos que provocariam uma guerra. Sou humano enfim, tenho meus anseios e desejos e com esses, posso ser o que eu quiser. Cada pessoa tem seus defeitos e qualidades, porém, são os pequenos detalhes que nos tornam cada vez mais especiais e únicos. Sou Mauri Eurico Santos Zeügo e este é meu mundo. Seja Bem Vindo!

Mauri (14.01.1999)

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Bloco de notas (14/04/10)

Quanto ao bloco de notas, apenas tentando preencher a lacuna vazia, deixada pela ansiedade alheia. O fato não é apenas pelos ocorridos nos dias últimos, mas sim pela necessidade de saber de outrem – O que faz, o que quer, o que pensa.
O ego dele é o junco podre, feito de crenças fantasiosas. Sempre trazem-nos à realidade – essa rivalidade imunda e sem sentido. Pensar, pensar e pensar...se isso mudasse em alguma coisa, estaríamos sempre no topo. “Dou-lhe 1 (um) centavo por cada pensamento teu.”

O que realmente importa não é a intenção ou o valor, mas sim, a intensidade e fé com que se emprega a idéia e toda palavra – Essa é a minha fé. Sei que o retorno retórico existe e a maquinação dos valores é única e nítida. Temos que nos apegar logo à massa do mundo,isso aqui é superficial e passageiro.

O vazio do epitáfio mundano e sujo levou o puro e deixou somente aquilo que menos nos interessa sempre – a dúvida capciosa: “ – Quem somos nós?”.

De antemão aplico a regra ditada nas primeiras linhas acima – Sou quem eu quero, faço o que quero e vou pra onde eu quiser e nada muda meus valores. Valoroso mesmo é o sentido que me coloca à frente desse teu bloco de notas pelo simples fato do “gostar” que não existe mais.


Mauri Zeügo



terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Fato (14/03/10)

"A maldade e a mentira são retóricas e retroativas"
 
Mauri Zeügo

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Foco (14/02/10)

“Nunca perca o foco enquanto houver a luz no fim do túnel”.

Alguém da tribo dos mouros *Reedição (14/01/10)

Do geral, diz-se sujeito ao espaço, ao tempo e à causalidade. Ou seja, trata-se de algo corpóreo e, ao jugo dos sentidos, tangível, neste espaço e não naquele, aqui nesta realidade e não noutra. Assim se procede com o tempo, neste tempo e não noutro qualquer, em seu tempo e não de outrem. Da causalidade, dá-se a origem de algo que não se auto-determina, isto é, algo que não se cria por si próprio. Desta forma, pode-se dizer que, ao mesclar os três elementos acima expostos, chega-se a uma condição mínima de existência, no entanto, o que se tem disso é uma mera estrutura básica que se aplica a qualquer coisa que não seja você. Entretanto, é necessário diferenciá-lo de tudo o mais que o cerca porque a extensão do seu "eu" não engloba qualquer outra coisa que esteja fora de você, é nesta caracterização que a individualidade brota, e dela, vai-se a um novo mundo que o torna único.
Do particular, diz-se sujeito aos ditames da razão e às aberturas da emoção. Pela sua razão chega-se analogamente às épuras que você as manifesta num plano que não está no domínio do seu "eu", todavia, limitar-se aos domínios da razão para fazer apontamentos sobre a sua pessoa seria até uma injustiça e, ainda assim, não conseguiria manifestar a sua individualidade. Supondo que você tenha uma justa medida que o caracteriza, tornando-o diferente de qualquer outra pessoa que o cerque, é cabível que tais medidas residam em suas emoções. Você ri, chora, sofre, abre-se e torna a se fechar às abstrações, odeia, ama, indifere, indefere, aceita, nega, etc etc e milhares de etc. Os domínios desses elementos, por serem conflituosos demais, culminam numa unicidade e ao manifestá-los, pode-se dizer com total convicção: esse, no meio dos mouros, é você – Mauri Zeurgo!

Por: Robson Damasceno

Validando a estupidez humana (14/12/09)


 Dias como este que nos deixam tão só...
O vazio do corpo, a lágrima do olhar,
Tudo nos deixa tão ocos, feito madeira seca,
Natureza morta e empobrecida;

A vontade de gritar e correr
É bem maior que o nosso poder.
Na estada enganosa de nossos dias,
Ficar aqui nos faz encarar
Nossos medos próprios;

Ter coragem de enfrentar o que é nosso
É sempre preciso;
No mesmo momento em que a solidão
Invade o asilo velho de nossa massa enferma,
Sentimos o poço seco se encher de questões –
As mesmas que jamais serão solucionadas pelo óbvio;

A grande carência do toque é causada pelo mau hábito nosso;
Mentiras, impasses, contratempos e jogos – só isso.
Resumimos nosso dia no simples fato de coexistir com o grau tamanho
De nossa casmurrice vadia e mundana;
Somos agora o navio naufragado que caseamos,
Somos aquilo que jamais esteve como meta em nossa vida,
Somos os homens, bastardos e ilegítimos
Tentando salvar ou resgatar o que ainda resta -
A sombra de um produto invalidado pela estupidez humana.

Mauri Zeügo

Àquele que trouxe-me o mar (14/11/09)

Na lembrança ainda do primeiro abraço
Seguiam as crianças com pensamentos confabulados.
A memória dos dias de discussão e sorrisos
Trazia sempre uma nova motivação;

Na lembrança ainda do primeiro beijo
Seguiam os garotos com com a paixão estranha.
Os fragmentos árduos do desconhecido
Dáva-os a própria cara à tapa;

Na lembrança ainda do primeiro gesto
Seguiam os rapazes com a falta um do outro.
A infância de antes apagara as crianças
De um passado brilhante e único;

Na lembrança ainda do primeiro adeus
Seguiu o homem sozinho com a falta do amor.
Na memória restaram apenas as palavras “amo-te”
Como prova de que fora real aquele sentimento;

Na lembrança ainda da primeira lágrima,
A criança voltava ao mar com a certeza
De que encontraria lá as pegadas na areia
e toda a imensidão que lhe fora dada;

Ali, em frente ao mar infinito,
Sentindo a água à seus pés,
Numa mistura de areia fina
Com a umidade que relaxava a caminhada;

Passeando pela orla calma,
Gozando do panorama extraordinário
 - Suas duas grandes paixões,
Dois gigantes, seus dois amores;

Parado ali, o pequeno príncipe
Sentia o ar fresco que vinha com as ondas,
Chegando à praia com a força das águas
Fazendo-o perceber o quanto perdeu em anos;

Depois de muito tempo o pequeno
Viu-se tornar sapo à presença da
Essência viva à seus olhos
- Mais um no jardim dos meninos perdidos;

Ainda na lembrança do primeiro amor
Seguiam seus próprios caminhos,
Apagando a verdade e escondendo
Do mundo o amor incorrigível
Daquele que certo dia trouxe-me o mar.

 Mauri Zeügo

À Rogério Sant'Ana (14/10/09)


À ti meu grande  parceiro...
Roger, Rogério, Anjo, Paixão. Tanto nome para uma pessoa só.
Pudera, ele é engraçado, causador e único. À priori, tive uma imagem errada desse homem que aos 38 anos carrega nas costas a responsabilidade de muitos – Tratar de tantos animais de estimação assim, não é fácil.
Viver sem ele é meio complicado, viver com ele é mais complicado ainda, pois fica difícil não querer beijar, paquerar, fazer e receber cafuné. Com ele eu rio muito, mas quando resolvo divagar em sua presença, ele faz aquela famosa pergunta: “Que foi Mauri, você está bem?”. Quando eu desapareço em meio aos meus vagos pensamentos ele sempre arranja uma maneira de fazer-me voltar à realidade com seus carinhos, abraços e olhares dizendo: “Agora  eu quero o meu beijo gostoso”. Carinhos esses que somente pessoas realmente apaixonadas entenderiam. Posso dizer que ele, assim como eu, é um eterno homem romântico e apaixonado pelas simples coisas da vida.
Para muitos ele é somente um hetero na casa dos trinta que resolveu ficar solteiro. Mas para outros, ele é o tipo de homem moderno que se continuar sozinho será um eterno desperdício. Rogério, quem realmente conhece ou teve a oportunidade de conhecer parte de tua essência, sabe que tu és a mescla de cores, sentimentos, mágoas e alegrias que a vida lhe trouxe. O tempo o esculpiu feito uma peça rara que não se encontra em qualquer tabuleiro. Tu és o mesmo que ri com os amigos, satiriza com os infames e tenta amenizar a dor do próximo, tu é o homem que tem problemas, angústias e dúvidas em relação a muita coisa. Seus dias somam as verdades do coração e as idéias das palavras e frases que nunca teve coragem de dizer ou por ter faltado o momento certo. Mas o que tu nunca podes dizer com os lábios, jamais escondeu com os olhos. Seu olhar com penetrante sempre vaga pelo vazio, mas sabe que as coisas que realmente te importam, jamais escapam de suas mãos tão facilmente.  Um amigo, irmão, amante e louco que prima por seu talento único em atrair aos poucos com seu sorriso amigável e convidativo. Pode sorrir por fora durante  dias, mas lá dentro existe um palhaço triste em mais um circo sem graça. Mesmo assim ele disfarça a dor e me contagia com essa ‘coisinha chamada paixão. Basta confiar e esperar, pois sempre chega a hora de receber carinho afetivo de quem realmente já sofreu um bocado por conta do coração bandido, impiedoso e cruel.
Enfim, estamos aqui hoje trocando carícias e gestos afetivos de dois parceiros apaixonados um pelo outro. Esse é você Rogério, o amigo nas horas difíceis, o palhaço do picadeiro, o homem alegre das piadas, a criança triste que implora por colo, mas sempre será portador de uma alma e espíritos de ouro e que realmente vale a pena tê-lo ao meu lado. Gosto-te muito.

À Jefferson Silva (14/09/09)


À Robson Damasceno (14/08/09)


À Edgar Silva (14/07/09)


Breu (14/06/09)

Encarando os fatos (14/05/09)


Um pedido de desculpas (14/04/09)


Indefinição: Mauri Zeurgo (14/03/09)

Dentro dele, lá dentro dele há uma cor indefinida
Clara demais, tão clara...que deixa de ser cor
É pura luz...com intenção de cor.

Sem toque, sem matéria...alcança um espírito que nunca existiu intelectualmente
Cria-se um elo entre o que é dito: descrição da própria cor e o que não é palpável: Uma forma sem forma...Tão presente que não deixa dúvida de existir . Mas, se não cabe em minhas mãos, nos meus sentidos...como existe?

É justamente na interrogação que ela assume a sua presença.
É cor sem cor, é forma sem forma, é matéria sem peso,
Viaja no infinito numa velocidade luminosa, todo o espaço a conhece
E cabe na dúvida de minha reflexão.

Ela é ampla e pequena, um tudo que tende ao óbvio e ao nada,
Ela é a elasticidade que está na essência dos corpos definidos.

É esse não dizer que me compõe,
Não dizer, não por não ser dito ou por ter sido dito,
Mas por não caber na minha boca, saída por um conjunto de aparelhos biológicos que me conferem a aptidão da fala.

Pressagiada pelo toque afetivo,
Amargurada por um chamado não entendido
E aprisionada por uma vontade que não se revela externamente.

Ela existe, está comigo, dentro de mim
E existe tão intensamente
Mas, como dizer? Como ver? Como apalpar?

Dou-lhe o nome de cor, mas sei que não é cor
E eu sou ele, ele está dentro de mim
E essa cor “incolor” é o brilho que meus olhos enxergam
Sempre chamando você - Mauri Zeurgo.


By: Gilberto


Responder-te agora (14/02/09)

Amar a mim. Sim, eu deixo. Realizar meus sonhos e desejos, cuidar de mim... O meu sorriso jamais desaparecerá de meu rosto infante. Sim, em tempos bons e ruins insistirei ao lado teu e juntos sorriremos ao mundo... Os sonhos de ambos se tornarão a meta nítida em cada frase, verso e sonetos... o calor que aquece o corpo e queima a alma será o laço único de nossos dias à fio, contando nossos feitos e defeitos de uma vida vivida a dois. A chama de uma nova paixão estará assim, prestes a aquecer meu corpo ao teu, unindo-nos assim, num só coração e no amor eterno e único.

Mauri Zeügo