Que sou eu *Mauri Zeügo*

Meus caminhos intermináveis trouxeram-me até aqui, meus dias de alegria, tristeza, risos e cara feia. Sou tudo e nada. Feito um gato vadio que de telhado em telhado sempre encontra um cesto quente com um novelo de lã ou linha velha que nos remetem aos dias da infância. Tão saudoso à família sou eu. Nos últimos anos tenho tentado ser mais homem e menos animal, raciocinar sempre ao invés de seguir instintos que provocariam uma guerra. Sou humano enfim, tenho meus anseios e desejos e com esses, posso ser o que eu quiser. Cada pessoa tem seus defeitos e qualidades, porém, são os pequenos detalhes que nos tornam cada vez mais especiais e únicos. Sou Mauri Eurico Santos Zeügo e este é meu mundo. Seja Bem Vindo!

Mauri (14.01.1999)

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Àquele que trouxe-me o mar (14/11/09)

Na lembrança ainda do primeiro abraço
Seguiam as crianças com pensamentos confabulados.
A memória dos dias de discussão e sorrisos
Trazia sempre uma nova motivação;

Na lembrança ainda do primeiro beijo
Seguiam os garotos com com a paixão estranha.
Os fragmentos árduos do desconhecido
Dáva-os a própria cara à tapa;

Na lembrança ainda do primeiro gesto
Seguiam os rapazes com a falta um do outro.
A infância de antes apagara as crianças
De um passado brilhante e único;

Na lembrança ainda do primeiro adeus
Seguiu o homem sozinho com a falta do amor.
Na memória restaram apenas as palavras “amo-te”
Como prova de que fora real aquele sentimento;

Na lembrança ainda da primeira lágrima,
A criança voltava ao mar com a certeza
De que encontraria lá as pegadas na areia
e toda a imensidão que lhe fora dada;

Ali, em frente ao mar infinito,
Sentindo a água à seus pés,
Numa mistura de areia fina
Com a umidade que relaxava a caminhada;

Passeando pela orla calma,
Gozando do panorama extraordinário
 - Suas duas grandes paixões,
Dois gigantes, seus dois amores;

Parado ali, o pequeno príncipe
Sentia o ar fresco que vinha com as ondas,
Chegando à praia com a força das águas
Fazendo-o perceber o quanto perdeu em anos;

Depois de muito tempo o pequeno
Viu-se tornar sapo à presença da
Essência viva à seus olhos
- Mais um no jardim dos meninos perdidos;

Ainda na lembrança do primeiro amor
Seguiam seus próprios caminhos,
Apagando a verdade e escondendo
Do mundo o amor incorrigível
Daquele que certo dia trouxe-me o mar.

 Mauri Zeügo

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