Que sou eu *Mauri Zeügo*

Meus caminhos intermináveis trouxeram-me até aqui, meus dias de alegria, tristeza, risos e cara feia. Sou tudo e nada. Feito um gato vadio que de telhado em telhado sempre encontra um cesto quente com um novelo de lã ou linha velha que nos remetem aos dias da infância. Tão saudoso à família sou eu. Nos últimos anos tenho tentado ser mais homem e menos animal, raciocinar sempre ao invés de seguir instintos que provocariam uma guerra. Sou humano enfim, tenho meus anseios e desejos e com esses, posso ser o que eu quiser. Cada pessoa tem seus defeitos e qualidades, porém, são os pequenos detalhes que nos tornam cada vez mais especiais e únicos. Sou Mauri Eurico Santos Zeügo e este é meu mundo. Seja Bem Vindo!

Mauri (14.01.1999)

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Validando a estupidez humana (14/12/09)


 Dias como este que nos deixam tão só...
O vazio do corpo, a lágrima do olhar,
Tudo nos deixa tão ocos, feito madeira seca,
Natureza morta e empobrecida;

A vontade de gritar e correr
É bem maior que o nosso poder.
Na estada enganosa de nossos dias,
Ficar aqui nos faz encarar
Nossos medos próprios;

Ter coragem de enfrentar o que é nosso
É sempre preciso;
No mesmo momento em que a solidão
Invade o asilo velho de nossa massa enferma,
Sentimos o poço seco se encher de questões –
As mesmas que jamais serão solucionadas pelo óbvio;

A grande carência do toque é causada pelo mau hábito nosso;
Mentiras, impasses, contratempos e jogos – só isso.
Resumimos nosso dia no simples fato de coexistir com o grau tamanho
De nossa casmurrice vadia e mundana;
Somos agora o navio naufragado que caseamos,
Somos aquilo que jamais esteve como meta em nossa vida,
Somos os homens, bastardos e ilegítimos
Tentando salvar ou resgatar o que ainda resta -
A sombra de um produto invalidado pela estupidez humana.

Mauri Zeügo

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