Que sou eu *Mauri Zeügo*

Meus caminhos intermináveis trouxeram-me até aqui, meus dias de alegria, tristeza, risos e cara feia. Sou tudo e nada. Feito um gato vadio que de telhado em telhado sempre encontra um cesto quente com um novelo de lã ou linha velha que nos remetem aos dias da infância. Tão saudoso à família sou eu. Nos últimos anos tenho tentado ser mais homem e menos animal, raciocinar sempre ao invés de seguir instintos que provocariam uma guerra. Sou humano enfim, tenho meus anseios e desejos e com esses, posso ser o que eu quiser. Cada pessoa tem seus defeitos e qualidades, porém, são os pequenos detalhes que nos tornam cada vez mais especiais e únicos. Sou Mauri Eurico Santos Zeügo e este é meu mundo. Seja Bem Vindo!

Mauri (14.01.1999)

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Succubae, Succuba, Succubus, Inccubus... (14/11/2011)


A sensualidade minha fora resultado dos apelos teus. Sou o nada que num simples toque, se transformou em tudo. Meus desejos por ti foram os melhores e mais insanos, mais profanos e mais angelicais também. Como as quinze velas de um ritual todo nosso, fui luz em sua vida e também escuridão. Nossa trama sexual deve-se a invasão daquele sentimento que nos enganou – a paixão ardente. O mesmo sentimento tornou-nos escravos do prazer do corpo, enquanto a alma adormecia nos campos Elíseos na companhia das Graças, das Horas, das Ninfas e dos Sátiros. Esse pequeno e ao mesmo tempo grandioso grupo de seres mundanos, deu-nos o livre arbítrio em troca da alma nossa. Alimentamo-nos da energia vital um do outro, roubamos sonhos e sonos, apenas para dar força a succubi de anjos-demônios que atormentam nossas vidas e nossos planos celestiais também.
Fui um ser detentor de uma sedutora beleza, portador da voz mais bela e do canto, que mesmo sem entonação, tornou-se único e invejável. Eu o atraí até minhas asas de morcego, drenando suas energias, sugando seu sangue, escarnecendo sua carne, pois tu foras tão tolo e fraco, tornando-se fácil e frágil demais, isso facilitou meu acesso aos dias teus. Saiba homem, presas fáceis não são dignas de pena e muito menos do amor meu. Durante anos, procurou apenas o que queria e não aquilo que o fazia se sentir bem, por isso, tornou-se um ser sujo em um mundo infiel.
Meu perfume exalar-se-á por todo um deserto que é seu quarto nesse momento e somente isso será a minha presença pra ti. Pois, nesse agora, você é aquele homem perdido nas idéias sem compreensão e sujeito a outros demônios, mas não outro como eu fui em sua vida. Dei-te amor, calor, o melhor sexo com carinho, a melhor transpiração, os melhores beijos molhados e o melhor em mim: Eu o deixei me tocar, sendo meu homem, minha barreira contra os impuros, meu porto-seguro e a grande muralha que me escondia do mundo sujo. Sinto ainda o soluçar teu, causado pelas lágrimas cristalinas do dia em que ameacei sair pela “porta”.
Ah, aquele momento me alimentou tanto e tanto que fui obrigado a ficar ali, para hoje poder dizer o quanto você errou ao implorar que eu ficasse mais. Saiba meu caro homem, não se pede nada a um demônio e muito menos ao Inccubus que planeja sensualizar, excitando aos prazeres dos sentidos e respirando lentamente ao apelo visual todo nosso.
O que quero? Nada vindo de você, pois nunca fora assunto nos meus dias. O que sinto? Pena de um alguém, que se dizia sábio demais, mas, a esperteza tua é desse mundo e nesse mesmo, encontram-se muitos outros loucos, sábios, profetas e filósofos que tendem sempre à mesma falência dos sentidos, assassinando a alma e jogando no lixo os anos de conhecimento e sabedoria. O que terá de mim? Lembre-se que de ti, levei sua alma, aprisionei seu espírito, lavei seus olhos com meu sangue, usei seu corpo, assim como tentou comigo – ato falho. Oh pobre homem, terás de mim, apenas a dor na lembrança, acarretada de angústias, febres intermináveis e um enorme peso na consciência, ao se lembrar que um dia, deitou-se ao lado de um anjo-demônio a qual não fora compatível e muito menos se esforçou para mostrar seu verdadeiro amor.
Sou esse, aquele, o sujo, limpo, o seco, molhado, tudo e nada. Sou o eco que ecoa pelo vazio, sempre dizendo: “Succubae, Succuba, Succubus, Inccubus...O amor cria anjos e demônios.”
- Verdadeiros sábios, são aqueles que nunca mentem e jamais se deixam levar pela vida fácil e lasciva.

Mauri Zeurgo (12/Agosto/2011 – 14:00)

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