Que sou eu *Mauri Zeügo*

Meus caminhos intermináveis trouxeram-me até aqui, meus dias de alegria, tristeza, risos e cara feia. Sou tudo e nada. Feito um gato vadio que de telhado em telhado sempre encontra um cesto quente com um novelo de lã ou linha velha que nos remetem aos dias da infância. Tão saudoso à família sou eu. Nos últimos anos tenho tentado ser mais homem e menos animal, raciocinar sempre ao invés de seguir instintos que provocariam uma guerra. Sou humano enfim, tenho meus anseios e desejos e com esses, posso ser o que eu quiser. Cada pessoa tem seus defeitos e qualidades, porém, são os pequenos detalhes que nos tornam cada vez mais especiais e únicos. Sou Mauri Eurico Santos Zeügo e este é meu mundo. Seja Bem Vindo!

Mauri (14.01.1999)

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

O Espelho (14/07/03)

O mesmo que espelha o vazio da alma mostra-me um corpo cansado. Estar farto dessas coisas que vem à mim com forma de belo rótulo, não é mais novidade.
Essa realidade crua que assassinou a vida que antes minha, e jaz em paz.
Esse sossego que divaga ao meu redor, os leões que desejam abocanhar a melhor fatia da minha carne, a solidão tão cheia de falsas realidades.
Ah! Fechar os olhos não basta, devo respeitar os meus limites e delinear a minha existência. Só assim alcançarei o fluxo refletido pela minha respiração, para não me sufocar.
O espelho vazio e ao mesmo tempo lustroso jogou em mim a culpa de toda a tragédia grega dos meus dias.
Agora restam apenas os cacos – como vestígios do meu passado insano e da turbulência de toda a minha vida.

Mauri Zeügo

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