Que sou eu *Mauri Zeügo*

Meus caminhos intermináveis trouxeram-me até aqui, meus dias de alegria, tristeza, risos e cara feia. Sou tudo e nada. Feito um gato vadio que de telhado em telhado sempre encontra um cesto quente com um novelo de lã ou linha velha que nos remetem aos dias da infância. Tão saudoso à família sou eu. Nos últimos anos tenho tentado ser mais homem e menos animal, raciocinar sempre ao invés de seguir instintos que provocariam uma guerra. Sou humano enfim, tenho meus anseios e desejos e com esses, posso ser o que eu quiser. Cada pessoa tem seus defeitos e qualidades, porém, são os pequenos detalhes que nos tornam cada vez mais especiais e únicos. Sou Mauri Eurico Santos Zeügo e este é meu mundo. Seja Bem Vindo!

Mauri (14.01.1999)

sábado, 1 de outubro de 2016

Os Quatro No Passaredo por Mauri Santos


"E eles estão lá, os quatro no passaredo, nos vendo e aproveitando a vista na subida.
Foi-se um e o outro não se aguentou, indo atrás conseguintemente. Afinal, eles são irmãos e o sangue não nega a proteção, o amor, o carinho e a vontade de estarem sempre perto."

A dor da perda sempre volta e é com ela que aprendemos ainda mais sobre estarmos aqui só de passagem. O chão se parte, o céu se abre, os olhos brilham com lágrimas e a vida segue.
O homem em vida é testado por provações, guerras jamais vencidas, batalhas árduas e constantes. Mas em espírito é abençoado por ter sido chamado aos céus, revelando um outro ser de nível superior e magnânimo, acima de todas as expectativas e do absenteísmo carnal.
O dia frio de hoje trouxe uma notícia ruim com o balançar dos galhos das árvores velhas que conhecem toda a nossa história, o sol fraquejando à meio fio de luz, o vento gelado e cortante e o silêncio dos pequenos animais que herdam de alguns a capacidade de obedecer de forma humana e consciente.
A dor de perder um ente querido peca numa só coisa: "Enquanto existir a saudade, existirá um motivo para as pessoas se tornarem inesquecíveis e memoráveis"
Devemos acalmar os nossos corações pois as diferenças atemporais sempre existem, mas o sentimento de irmãos para irmãos, mães para filhos, filhos para pais e vice-versa sempre destinará o amor do ser humano enquanto família.
Assim, a vida vai nos empurrando para um beco sem saída, numa ordem desordenada ao qual o homem não consegue se alinhar, deixando riscos e rabiscos ao longo de sua trajetória, fazendo com que a vida seja apenas um rascunho de nossos próprios desejos e projetos.
Nossos heróis tornaram-se corajosos pelas vias de fato, ao qual chegaram até suas últimas horas com a sabedoria de que seria o seu último dia em vida.
Enfim, os passarinhos se encontrarão e voarão juntos por toda uma eternidade. Alçando vôos ainda mais belos e com suas cantorias ininterruptas. Formando assim um passaredo de cores, sonhos, vozes e sons, amores, desafetos, afetos, riqueza e pobreza, saúde e doença, medo e coragem.
Sim, coragem, pois heróis sempre existiram e estiveram ao nosso lado desde o início - Eurico, Cláudio, João & Gaspar (Descansem em paz).

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