Que sou eu *Mauri Zeügo*

Meus caminhos intermináveis trouxeram-me até aqui, meus dias de alegria, tristeza, risos e cara feia. Sou tudo e nada. Feito um gato vadio que de telhado em telhado sempre encontra um cesto quente com um novelo de lã ou linha velha que nos remetem aos dias da infância. Tão saudoso à família sou eu. Nos últimos anos tenho tentado ser mais homem e menos animal, raciocinar sempre ao invés de seguir instintos que provocariam uma guerra. Sou humano enfim, tenho meus anseios e desejos e com esses, posso ser o que eu quiser. Cada pessoa tem seus defeitos e qualidades, porém, são os pequenos detalhes que nos tornam cada vez mais especiais e únicos. Sou Mauri Eurico Santos Zeügo e este é meu mundo. Seja Bem Vindo!

Mauri (14.01.1999)

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Nunca Cresça (14.12.2015)

"Que a dúvida permaneça, mas que meus olhos estejam voltados sempre ao perdão. Afinal, sou humano e sei que errar é tão natural quanto um simples passeio de barco - calmo, leve e contínuo. Não se pode pedir que alguém fique, não se pode obrigar que alguém lhe ame, não podemos deixar que a dubitável existência de um sentimento se transforme em ódio. Aprendi com meu pai que violência gera violência e aprendi também com minha mãe que não se pode ficar obsoleto à causa de outrem.

Sou de costas largas, cabeça de pedra, pernas de ferro, meus pés já andaram muito, não duvide e pode bater bastante que jamais me curvo à uma força menor que aquela luz que vinga lá no céu. Lembrar-se-à da pequenez de sua existência quando todo o mal que desejas ao próximo voltares contra ti. Meus olhos voltam-se ao horizonte mais uma vez, um olhar calmo, sereno e incógnito dentro das feições mais normais minhas.
N
ão peço elogios por fotos, não quero frases prontas pela simples beleza que carrego em minha simplicidade, mas queria ao menos poder contar positivamente com a libertação de cada uma das pessoas que se prendem às miudezas do mundo - brigas, discussões, ganâncias e prevaricações dentro das infiéis moléstias que deixam o corpo à flôr-da-pele pelo simples prazer da volúpia final. Queria poder ajudar a humanidade à deixar de lado seus piores defeitos, mas o que seria de todos se só tivéssemos qualidades, seríamos anjos..? Largos pensamentos rodeiam minha mente, mas nenhum deles é tão importante quanto o ensinamento de infância que diz: "Jamais cresça, adultos são um problema sem fim". 
Deixo aqui meu registro da minha insatisfa
ção para com muitas pessoas, próximas à mim e também pessoas que estão longe de alguma forma.
N
ão deixem morrer dentro de cada um a bondade que esvaia dentre seus corações a cada ato incoerente e errado. Sabemos que todos nós temos um lado negro e um lado bom, basta escolher e seguir aquele que menos o açoita. Por enquanto, continuarei minha busca pela paz por aqui, sentado, olhando o largo horizonte, firme, fixo e intensamente humano.


Mauri Zeurgo


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