Que sou eu *Mauri Zeügo*

Meus caminhos intermináveis trouxeram-me até aqui, meus dias de alegria, tristeza, risos e cara feia. Sou tudo e nada. Feito um gato vadio que de telhado em telhado sempre encontra um cesto quente com um novelo de lã ou linha velha que nos remetem aos dias da infância. Tão saudoso à família sou eu. Nos últimos anos tenho tentado ser mais homem e menos animal, raciocinar sempre ao invés de seguir instintos que provocariam uma guerra. Sou humano enfim, tenho meus anseios e desejos e com esses, posso ser o que eu quiser. Cada pessoa tem seus defeitos e qualidades, porém, são os pequenos detalhes que nos tornam cada vez mais especiais e únicos. Sou Mauri Eurico Santos Zeügo e este é meu mundo. Seja Bem Vindo!

Mauri (14.01.1999)

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Gradus Ad Parnasium 'Passos Para O Paraíso (14.05.2015)

É mais um dia como qualquer outro que a vida nos proporciona, uma chuva verticalizada, imponente e majestosa cai entre os prédios dessa grande metrópole de pedra, fria, gélida, ruidosa e turbulenta, escoando por entre suas ruas e avenidas, cortando-a como veias e vias viajam pelo corpo humano, levando vida a quem precise dela.
Pessoas cruzam a grande selva cinza de pedra e cimento que denotam e memorizam as cinzas dos finados seres pálidos e que povoam suas calçadas e sem ao menos notar quem ou o que está a sua volta, ignorando por completo as sombras daqueles que ali transitam de um lado a outro, regidos por um constante “ziguezague”  em que suas formas e linhas vão dando forma alternadas entre si a ângulos salientes numa sinuosidade perfeita e complexa.
Enquanto os olhares se cruzam tão rapidamente, mal há tempo de saber ou definir qual  a cor real daqueles tão lindos olhos e nem o formato de tão belas faces. Esbarrões acontecem a todo o momento e a pressa pela busca de um objetivo ainda não definido tira de cena um simples pedido de desculpas.
A verticalização dessa floresta opaca e sem vida aparente, revive a idéia de uma jaula de emoções na qual estamos todos presos a ela. Nas peripécias da malícia comensurada e proporcional aos sentidos, estão os bons modos e a cada maneira breve de se mostrar interessado ao intelecto apreensivo dos desejos, e para isso, dependerá da forma como cada um se vê e de como enxerga-se o outro.
A verdadeira explosão da busca incansável e ao mesmo tempo obsoleta pela deidade etérea e racional, está acoplada aos olhares atentos de todos os passantes das ruas e vielas desse inferno unilateral onde vivemos e vivenciamos a falta do caráter humano e com a falta do verdadeiro amor.
E nesse ínterim, encontram-se os amantes da verdade, os apaixonados da praça que vêem atentos a cada um de seus passos, olhares, respiros, palavras e sussurros. Os amantes jovens que buscam e anseiam pelas carícias um do outro, que passeiam calmamente dentre os leões e hienas verticalizados e alienados pela sociedade. Esses amantes que são donos de tudo, das árvores, das pontes, dos rios, do céu, do sol e da única e intrínseca vontade de serem deles mesmos, deixando de lado as crueldades, as ilusões e a falta de caráter dos bandidos de terno e gravata que roubam a cena com mentiras e enganações.
Dentre tantas sombras nesse inferno cinzento de buscas e esbarrões, existe o verdadeiro sentimento que luta pela sobrevivência com tantos nomes e sobrenomes – Sejam eles Parnasium, Parnassum, Parnasus, Paradisum, Paradise, Paraíso, tanto faz – Pois tantos títulos e independente deles ou não, ambos os amantes vivem em busca da longevidade amorosa e única, não buscam rótulos e sabem que o único caminho que os levará rumo ao paraíso de Venus está aos olhos não de Eros, mas sim de Deus e poderão viver o amor, puro, leve, verdadeiro e seguirem com seus “Gradus ad Parnasium” ou passos rumo ao paraíso de pedra apenas deles, tão somente deles...


By: Francis Souza & Mauri Zeurgo

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