Que sou eu *Mauri Zeügo*

Meus caminhos intermináveis trouxeram-me até aqui, meus dias de alegria, tristeza, risos e cara feia. Sou tudo e nada. Feito um gato vadio que de telhado em telhado sempre encontra um cesto quente com um novelo de lã ou linha velha que nos remetem aos dias da infância. Tão saudoso à família sou eu. Nos últimos anos tenho tentado ser mais homem e menos animal, raciocinar sempre ao invés de seguir instintos que provocariam uma guerra. Sou humano enfim, tenho meus anseios e desejos e com esses, posso ser o que eu quiser. Cada pessoa tem seus defeitos e qualidades, porém, são os pequenos detalhes que nos tornam cada vez mais especiais e únicos. Sou Mauri Eurico Santos Zeügo e este é meu mundo. Seja Bem Vindo!

Mauri (14.01.1999)

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Coração Sem Luz – Máscaras Da Vida (14.03.2015)

Ao passar do tempo notamos a vida feito um grandioso teatro de máscaras – Sorrisos, lágrimas, gritos, sussurros, o medo e a coragem . Nessa pausa pela vida, recebemos como prêmio o gracejo comum dos arlequins e as lágrimas constantes de mais um palhaço triste num circo sem graça, onde o seu número não constante jamais evolui dentre mil risos.
Tiramos dele a vida enquanto ele nos dá um motivo pra sorrir e viver. Uma troca injusta aos olhos do mundo, porém, necessária na profundidade do ego humano.
De um festejo de carnaval ao picadeiro de um circo, tomamos a forma de um comediante mascarado, de um circense animado, de um ator cômico e até mesmo do próprio palhacinho melancólico, mas por dentro continuamos nós mesmos, com nossas vantagens inseguras, vontades nunca saciadas, com nossas cores que desbotam, com nosso brilho que se opaca e com nossa vida que se vai ao toque dos sinos e ao cortar da grande foice da verdade.
Viver e nunca se opor aos custeios nessa grade de marionetes humanos e animais, seria o mesmo que se auto-flagelar dentro de uma cruz de vidro atrás da porta da igreja. Ao fim de tudo somos apenas a madeira dos bonecos, servindo ao criador e ao mestre dos brinquedos da forma como viemos ao mundo. – Secos, trincados, exonerados de nosso cargo humano para convir com aquilo que nos submete ao anseios da sociedade e que nos forma um borrão num quadro de nanquim feito pelas mãos de um artista qualquer, sem fantasias, sem maquiagens e sem máscaras.
Na veracidade dessa contração motora, encontramo-nos ali, no fundo do salão de arte, embebidos da tinta fresca, em tons de azul anil, branco alvo, amarelo ouro e verde da nação a qual pertencemos, a nacionalidade que nos veste as roupas velhas e as máscaras da vida é a mesma que nos torna parte de uma cultura rica e ao mesmo tempo inútil, levando-nos a aceitação do título de Reis Momos desse castelo de pedra cinza a qual damos o nome de cidade – a morada de todos nós.
Por trás das máscaras da vida, esvaiam-se nossos olhares chorosos ao fim do espetáculo e com a partida do palhaço que sufocado com a serpentina em fim de carnaval e ao ouvir o sorriso nosso, descia ele no lago fúnebre, aos aplausos da platéia e assim, acabava mais um ato de bravura na sua última partida, em seu último adeus.


Mauri Zeurgo

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