Que sou eu *Mauri Zeügo*

Meus caminhos intermináveis trouxeram-me até aqui, meus dias de alegria, tristeza, risos e cara feia. Sou tudo e nada. Feito um gato vadio que de telhado em telhado sempre encontra um cesto quente com um novelo de lã ou linha velha que nos remetem aos dias da infância. Tão saudoso à família sou eu. Nos últimos anos tenho tentado ser mais homem e menos animal, raciocinar sempre ao invés de seguir instintos que provocariam uma guerra. Sou humano enfim, tenho meus anseios e desejos e com esses, posso ser o que eu quiser. Cada pessoa tem seus defeitos e qualidades, porém, são os pequenos detalhes que nos tornam cada vez mais especiais e únicos. Sou Mauri Eurico Santos Zeügo e este é meu mundo. Seja Bem Vindo!

Mauri (14.01.1999)

domingo, 13 de novembro de 2011

Abaixo Daquela Árvore (Mauri Zeürgo)


E o começo fora lá, abaixo daquela árvore...

Relutando contra o abraço que duraria anos, recusei os braços teus, emudeci ao efeito do olhar caído e envergonhado. A prosa duraria menos de alguns minutos, mas, entre a persistência tua, calei-me pela vergonha e indelicadeza em pedir para ir embora. Seus olhos tão tristes animaram-me, fazendo-me ficar. Tua pele era seca e marcada pelo tempo e também pelas dores da vida urbana a que se submetera. Eu tão puro, inocente e você – tenso demais, mas ainda assim com a malícia do jovem da grande cidade. O destino estava prestes a unir a liberdade minha à paixão tua – o sentimento que nascia aos olhos teus fora a perdição do corpo meu. Sentimo-nos livres para amar aos dias que se passaram com a quebra do gelo e com a aparição daquela estranha e cega paixão a qual vivenciamos por muito tempo...

Abaixo daquela árvore o amor ficara cego,         
Abaixo daquela árvore os segredos voltaram à caixinha no canto da sala,
Abaixo daquela árvore os olhos se encontraram,
Abaixo daquela árvore os lábios secaram,
Abaixo daquela árvore a vida perdia o seu rumo,
Abaixo daquela árvore os jovens apaixonaram-se,
Abaixo daquela árvore o início era o fim
E abaixo daquela árvore, a vida terminara ali...
Inerte, fúnebre, seca, tímida, e sem sentido
Mas, sempre e sempre lembraremo-nos do
Primeiro e verdadeiro sorriso, abaixo daquela árvore...

Mauri Zeürgo (14/11/2011 – 01h30min)

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