Que sou eu *Mauri Zeügo*

Meus caminhos intermináveis trouxeram-me até aqui, meus dias de alegria, tristeza, risos e cara feia. Sou tudo e nada. Feito um gato vadio que de telhado em telhado sempre encontra um cesto quente com um novelo de lã ou linha velha que nos remetem aos dias da infância. Tão saudoso à família sou eu. Nos últimos anos tenho tentado ser mais homem e menos animal, raciocinar sempre ao invés de seguir instintos que provocariam uma guerra. Sou humano enfim, tenho meus anseios e desejos e com esses, posso ser o que eu quiser. Cada pessoa tem seus defeitos e qualidades, porém, são os pequenos detalhes que nos tornam cada vez mais especiais e únicos. Sou Mauri Eurico Santos Zeügo e este é meu mundo. Seja Bem Vindo!

Mauri (14.01.1999)

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Sem você (10.05.2012 – 16:30hs)


Dois meses sem você...
Dois meses que não te vejo e a saudade ainda é latente e ruim aqui dentro do peito. Tentei ter calma nos dias de aflição, tentei fingir ser infiel e não consegui. Meus dias são mais frios e o frio que bate à minha porta não se aquieta e nem toma seu rumo certo. Hoje, sinto que meu coração está recusando-me e me deixando voltar a ser o que eu era antes de conhece-lo - Um pequeno palhaço triste em mais um circo sem graça. Jamais imaginei que toda a magia do nosso picadeiro da vida a dois terminaria assim, de forma tão estranha e nebulosa. Sinto-me esmagado, detonado com todos os tipos e formas de bombas, dinamites e granadas... Você por mim, eu por você, cada qual para o seu lado. Dói demais me sentir perdido e essa sensação onde você magoou-me dessa maneira. Dias sorrindo à toa, tardes de prazer num leito só nosso, noites de sono e rebeldia pela madrugada. A cama e os lençóis foram nossos convidados e testemunhas para tanto que ocorreu entre a gente. A paixão acaba, o desejo diminuí, mas e o amor, onde está o amor¿ Aquele que nos aquecia durante dias e noites, aquele mesmo amor que nos unia contra as controvérsias da vida, aquele amor que durava até o final dos filmes, das músicas e das horas em frente à boca quente do fogão, nas nossas aventuras gastronômicas que davam sempre certo... Onde está meu herói, meu paizão, meu amigo, meu amor e amante, onde está o meu homem agora¿ Perdido nos próprios devaneios da vida urbana e rude que vive, dominado sempre pela arrogância de outrem¿ Meu coração está estraçalhado e ainda sem entender o porquê de ter me feito subir tão longa escada, degrau à degrau para depois me empurrar lá de cima? Tu foras o samurai com longa “katana” que desafiara o amor e perdeu, tendo de sacrificar seu próprio coração e amor e a pessoa mais especial em sua vida, acabou ferindo-me diretamente. Seu egoísmo e caprichos cegaram-no por completo. Oh homem, fale-me sobre os meus sonhos, sobre os meus desejos e anseios, conte-me sobre os meus dias, pois eu já sei tudo sobre você, simplesmente tudo. E sobre mim? O que sabes, se a pessoa que esteve ao seu lado por tanto tempo fora derrubada morro abaixo, fora lançada no abismo e ninguém veio ao meu socorro, nenhum braço forte, nenhuma mão amiga e ou ombro de um colega, nenhum homem se atreveu... Ninguém ousa deliciar-se com a miséria de outrem, porque enquanto existir o “restil” de amor e carinho por ti existirá a vontade de ficar sozinho e vivendo com medo pelos cantos obscuros desse desfiladeiro da incompreensão. Tenho a mente fraca e abatida nesse momento, meus olhos ardem por tanto derramar lágrimas, as mesmas que nenhum outro mereceu em toda a minha vida. Hoje, mereço minhas próprias lágrimas e o meu eu tornar-se-á único e eterno, enquanto meus olhos procurarem os seus... 


By: Mauri Zeürgo

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