Que sou eu *Mauri Zeügo*

Meus caminhos intermináveis trouxeram-me até aqui, meus dias de alegria, tristeza, risos e cara feia. Sou tudo e nada. Feito um gato vadio que de telhado em telhado sempre encontra um cesto quente com um novelo de lã ou linha velha que nos remetem aos dias da infância. Tão saudoso à família sou eu. Nos últimos anos tenho tentado ser mais homem e menos animal, raciocinar sempre ao invés de seguir instintos que provocariam uma guerra. Sou humano enfim, tenho meus anseios e desejos e com esses, posso ser o que eu quiser. Cada pessoa tem seus defeitos e qualidades, porém, são os pequenos detalhes que nos tornam cada vez mais especiais e únicos. Sou Mauri Eurico Santos Zeügo e este é meu mundo. Seja Bem Vindo!

Mauri (14.01.1999)

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Eternizando Os Fatos (03.02.2012)



E o que temos da vida, se a mesma nos leva tudo? E quanto a bonança dos tantos risos e abraços que temos? Sim, temos sempre um motivo pra sorrir, sonhar e pedir perdão a quem magoamos. Durante o dia, as pequenas atitudes nos levam à forca medieval em mais um dos devaneios nossos. Tão infeliz e tão obscuro à realidade que os sobrepõe no pedestal do nosso orgulho, somos levados à indigestão verbal do erro alheio.
Levamos a culpa por tudo e sem meio caminho e ou meio termo, somos julgados e o que resta-nos é sentir a lâmina fria da espada que corta a carne, magoando o corpo e envenenando a alma nossa pelas horas que passam nunca nesse grande e velho relógio de madeira.
A liberdade seria enfim, o maior dos prazeres e último elo entre certo e errado, verdadeiro e falso, único e múltiplo, assim como os muitos amores que vivemos e descobrimos no fim que a palavra que tanto eterniza homens e mulheres no grande hall egocêntrico e vaidoso da Literatura, não tem tanta força quanto imaginamos.
Em dias assim, queremos ser erguidos pelos ventos e deixarmo-nos sermos guiados ao longo da brisa que refresca o nosso rosto, alimentando a ideologia da vida – sem preocupações, sem medo, sem problemas e sem o anseio pelo amor. Tão simples e seca, a vida envaidece ao primeiro olhar, os lábios colorem-se ao menor ruído e o coração acelera ao mais suave toque.
Tão bom é esse sentimento que mesmo com toda a dor da vida, tudo é belo, tudo causa alegria e tudo se torna riso. Porque não lutar hoje por conta do embalo radiante que é viver uma paixão e deixar de lado a irracionalidade e a sensação infértil esterilizada em nossas mentes ditadas pelo medo?
Hoje somos a marca do mundo, somos os grãos de areia eternizando a história com nossos feitos, contos, amores e dissabores que ditam regras e alinham nossos caminhos sem saber aonde chegar. Se o futuro próspero existe, basta fincar na terra – nesse nosso solo, a perseverança e o alinhamento corretos e isso depende de cada um. Se um dia formos parados e questionados quanto à morte, diremos que sim, ela existe e é impossível estaciona-la e decidir o que fazer com ela depois. Mas, pior que isso é saber que a vida é curta demais e a morte dura uma eternidade – quem está bem então, os que partem ou os que ficam?
Por fim, nesse imenso naufrágio emocional somos todos barris antigos e isolados de questionamentos infindáveis pelo simples fato de sermos isso e aquilo, sangue e corpo, mente e alma, carne e espírito, vida e morte. Deixemos claro então que a chance de ter e poder são uma só e daqui nada levamos, apenas deixamos a saudade e nossos feitos.
Viva o hoje como nunca e tenha em mente que nada é eterno.

Por: Mauri Zeürgo.

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