Que sou eu *Mauri Zeügo*

Meus caminhos intermináveis trouxeram-me até aqui, meus dias de alegria, tristeza, risos e cara feia. Sou tudo e nada. Feito um gato vadio que de telhado em telhado sempre encontra um cesto quente com um novelo de lã ou linha velha que nos remetem aos dias da infância. Tão saudoso à família sou eu. Nos últimos anos tenho tentado ser mais homem e menos animal, raciocinar sempre ao invés de seguir instintos que provocariam uma guerra. Sou humano enfim, tenho meus anseios e desejos e com esses, posso ser o que eu quiser. Cada pessoa tem seus defeitos e qualidades, porém, são os pequenos detalhes que nos tornam cada vez mais especiais e únicos. Sou Mauri Eurico Santos Zeügo e este é meu mundo. Seja Bem Vindo!

Mauri (14.01.1999)

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Somos putas também (14/10/2010)

O que mais encanta, fora extraído lá do fundo e veio como aquele antigo tiro que saiu pela culatra. Mas não foi plano algum, esperar a misericórdia encardida como roupa de verão chuvoso, faz rolarem as lágrimas.
Talvez, o grande aperto humano no peito é o resíduo e também o resultado da ação desumana dos ímpios. Aqueles que, por algum motivo deixaram de crer em suas crenças, preces e outros meios de vivência.  Perder a credibilidade após colher todos os frutos do dia-a-dia, faz-nos aquietar e tomar de vez a vergonha na cara, como fôssemos as “putas” de um bordel fétido, que vendem o corpo e resguardam a alma, por um pouquinho de dignidade.
O resultado desse mesmo fato comum tão “incomum” à mão que fere o interior do homem sem pudor, sem avisos prévios é a mesma frieza dos caprichos que plantamos a cada nova manhã. Enquanto o relógio não para com seus ponteiros e as horas correm incessantes, a parte “homem-mulher” que reside dentro de todos nós, foca nossas pequenas metas num curto texto sem pé e nem cabeça. Vão ditando regras, normas obsoletas, perfis sem nomes e marcam ainda, a solidão nossa.
Os tempos mudaram e a vida tornou-se um quadro pintado de cinza, em poucos segundos, as cores deram lugar para os intrépidos delineamentos da arte do mundo, a arte afogada que sempre apodrece o ser – A arte da vida vivida de forma inconstante.
Esse é o resultado e o preço a se pagar por ter pecado, machucar e ferir mortalmente a “felicidade” de um alguém sem cor, sabor ou que até mesmo, ficou assim por ter dado a vida por outra pessoa.

Mauri Zeügo

4 comentários:

  1. Suas palavras são de uma força magnífica, sabia?
    Entendo sobre o assunto da Linguística atual e posso dizer sem pesos na consciência: "- Tu tens um dom. Aproveite isso logo."

    Mauro - Jaguaré - SP

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  2. Texto maravilhoso! Estou encantada


    Professora de linguística 'Suellen (27 Anos - SP Interior)

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  3. Oi, Mauri. Tudo bem? Me chamo Marianne. Saiba que eu e meus irmãos e irmãs adoramos seu blog.

    Somos de Rio Preto e queremos seguir seu blog.


    Abraços da galerinha de R>P

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  4. Sim,somos putas e putos nesse mundão...

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