Que sou eu *Mauri Zeügo*

Meus caminhos intermináveis trouxeram-me até aqui, meus dias de alegria, tristeza, risos e cara feia. Sou tudo e nada. Feito um gato vadio que de telhado em telhado sempre encontra um cesto quente com um novelo de lã ou linha velha que nos remetem aos dias da infância. Tão saudoso à família sou eu. Nos últimos anos tenho tentado ser mais homem e menos animal, raciocinar sempre ao invés de seguir instintos que provocariam uma guerra. Sou humano enfim, tenho meus anseios e desejos e com esses, posso ser o que eu quiser. Cada pessoa tem seus defeitos e qualidades, porém, são os pequenos detalhes que nos tornam cada vez mais especiais e únicos. Sou Mauri Eurico Santos Zeügo e este é meu mundo. Seja Bem Vindo!

Mauri (14.01.1999)

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Tão Distante (14/08/2010)

Tão distante, mas tão dentro de mim. Ficou difícil sanar a ferida que causou tamanha dor. A imensidão dos teus passos distantes na rua e o som da tua voz intercala sempre com o vazio deixado aqui dentro.
Os questionamentos inválidos derrubam sempre e sempre a falsa esperança de um dia você voltar, olhando em meus olhos e dizendo: "Voltei e quero você". Esse é ainda o "brilho opaco" que desencadeia os desejos de te falar hoje, sobre o que ainda sinto por você. Dia após dia, noite após noite penso e sonho com sua imagem enfraquecida aos redores, sumindo, distanciando-se, mas ainda assim, viva. Eu sei que algo não pode terminar assim. A distância entre o metal frio e concreto aquecidos pela grande onda de calor emitida por meus olhos, de tanto fixar na imagem tua em qualquer ponto, mostraram o quão grandioso e importante você fora pra mim. Faltam-me risos nessa hora, quando então percebo a primeira lágrima rolando... A primeira dentre tantas, mas a primeira depois de um ano todo.
Acreditei não sentir mais nada e jurei jamais procurar teus olhos novamente, mas o lado de cá se tornou insuportável por conta da indiferença tua e da minha própria arrogância. Muitos me procuram, tantos outros me desejam, uma boa parcela deles me odeiam, pelo mesmo fato que hoje essas entrelinhas levam-me até você.
Nesse exato momento, o mundo dos outros gira muito mais e melhor que o meu. O sistema planetário da comédia e da miséria humana gira sempre contra o relógio e leva minhas horas sempre... Meu canto de paz e sossêgo tornaram-se o berro estendido por dias e noites. Tudo está parado agora - o céu, as nuvens, as árvores e o meu coração também. A pior coisa entre tantos outros fatos é exatamente essa - Meus dias dependem mais de mim do que de ti, mas preciso ter-te por mais três minutos agora, para saber que nosso poema se acabou e isso já durou toda uma eternidade. Preciso voar sozinho...então, liberte-me!

Mauri Zeügo

Um comentário:

  1. Obrigado pelos comentários pessoal. Quem quiser se aprofundar ainda mais no meu mundo, me adicionem, abraço - mauri_zeurgo@hotmail.com

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