Que sou eu *Mauri Zeügo*

Meus caminhos intermináveis trouxeram-me até aqui, meus dias de alegria, tristeza, risos e cara feia. Sou tudo e nada. Feito um gato vadio que de telhado em telhado sempre encontra um cesto quente com um novelo de lã ou linha velha que nos remetem aos dias da infância. Tão saudoso à família sou eu. Nos últimos anos tenho tentado ser mais homem e menos animal, raciocinar sempre ao invés de seguir instintos que provocariam uma guerra. Sou humano enfim, tenho meus anseios e desejos e com esses, posso ser o que eu quiser. Cada pessoa tem seus defeitos e qualidades, porém, são os pequenos detalhes que nos tornam cada vez mais especiais e únicos. Sou Mauri Eurico Santos Zeügo e este é meu mundo. Seja Bem Vindo!

Mauri (14.01.1999)

domingo, 10 de julho de 2011

Agarre a sua luz! (14/09/2011)

“Durante o dia, vejo o sol e durante a noite, o luar. Na minha felicidade e na vida, vejo a certeza de que seu nome comigo sempre estará.”

Dia a dia recebemos em nossa porta um novo amanhecer, um novo anoitecer e diferentes formas de encarar a felicidade e as certezas e incertezas da vida. São sempre elas que nos enchem de emoções sublimes e ricas de um bem querer, sempre cheios de carícias, dengos, toques e olhares.

Verdadeiramente únicos são aqueles que chegam e deixam grandes lembranças saudosas, e também pequenos detalhes que facilitam os dias nossos, fazendo-nos encher o peito e gritar ao mundo: Meu grande amor, eu o amo e não quero te perder. Porém, o maior erro e a marca que sela a infelicidade é sempre o silêncio que invade.


– Quem cala, consente. Mas, quem cala perde os direitos e nem olhares e nem intenções visuais, poderão retomar a jornada rumo à felicidade dos dias últimos. O silêncio pena como pedido pleno: Faça-me sentir a luz da manhã e a brisa da noite, feito uma última dança élfica, com os pequenos redemoinhos ventosos e refrescantes.

Aos que penam, os rumores terrenos são passageiros e sombrios. A esses homens insanos e profundos, restam-lhe caminhar por entre a neblina que os cega, sem deixá-los atravessar a barreira de terrenos dos bons frutos.

Somos todas vítimas de um falso amor e conseqüentemente, tornamo-nos suspeitos de acabar com a raça humana. Resultado disso é a falta de Amor próprio, em que matamos a cajadadas os sentimentos puros, fazendo assim de nossos dias, uma sanguinária chacina de emoções equivalente à tortura da alma e ao apagamento por completo da memória. Somando assim, a matemática do diabo em perfeita equação.

Corpo – é só o que nos resta. Essa “massa-material” com diferentes formas, cores, intenções, sentidos e sensações é o único escudo que sobra de um grande herói em todas as histórias. Tornamo-nos aquilo que cativamos sempre e a nossa vida carnal e sedenta é tão somente o espelho inverso das impurezas da alma e dos atos comuns que são todos nossos.

Hoje, enxergar na vivência, todo o comodismo como forma de sobrevivência é o mesmo que caminhar por entre vielas tão paradas, cair da janela sem o parapeito, dar longos saltos sem ao menos sair do lugar, enterrar a cabeça na terra com vergonha de si mesmo e negar a própria existência.

O amor próprio deu-me isso – a liberdade de escolher. Bastou-me enxergar a luz no fim do túnel, apeguei-me a ela e deixei aquele canto escuro da sala há anos. Gu, agarre a sua luz sempre e sempre...

Mauri Zeurgo

Um comentário:

  1. Meu poeminha vivo está amando de novo...
    Boa sorte, filhote.

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