Que sou eu *Mauri Zeügo*

Meus caminhos intermináveis trouxeram-me até aqui, meus dias de alegria, tristeza, risos e cara feia. Sou tudo e nada. Feito um gato vadio que de telhado em telhado sempre encontra um cesto quente com um novelo de lã ou linha velha que nos remetem aos dias da infância. Tão saudoso à família sou eu. Nos últimos anos tenho tentado ser mais homem e menos animal, raciocinar sempre ao invés de seguir instintos que provocariam uma guerra. Sou humano enfim, tenho meus anseios e desejos e com esses, posso ser o que eu quiser. Cada pessoa tem seus defeitos e qualidades, porém, são os pequenos detalhes que nos tornam cada vez mais especiais e únicos. Sou Mauri Eurico Santos Zeügo e este é meu mundo. Seja Bem Vindo!

Mauri (14.01.1999)

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Um vôo de liberdade (14/06/2011)


Jamais dormirei junto aos deuses, essa é a ordem geral da vida e dos fatos que se seguem.
Ponderar-me somente a aquilo que me faz real ao mundo e à vida lúcida a que venho tendo, desde que me tornei mais homem e menos animal. Nos momentos inoportunos, surgem olhares, bocas e degustações visuais, tudo resultado da lábia visual tua e dos esbarrões sem espontaneidade alguma. Nenhum ser está ileso às controvérsias mundanas que sucumbem no final de uma cama bem utilizada e de um grito, gemido e ou sussurro bem entoados. Mas, tenho comigo a certeza que é sempre dos homens que pensam e maquinam sempre: Um alguém é sempre especial, é sempre único e jamais pode ser substituído, enquanto houver traços de sua essência nos vãos e fendas dessa grande máquina aleatória de prazeres e aventuras terrenas que se chama coração. Ele nos engana, ele nos ilude, ele nos estraga a fundo e faz-nos pensar na maioria das vezes, que estamos apaixonados, levemente enamorados ou simplesmente levados pelo gostinho de um primeiro encontro, sendo este único e primoroso.
Esquecemos de alguns fatos, quando em noites frias, somos cobertos pelo manto negro da solidão e pelo ecoar do som vazio nos cantos inertes do espaço nosso, aquele mesmo espaço vazio que surge como tenda dos falsos amores que compreendem os ardores do corpo e da alma – O que a língua não fala, a mente guarda e planta feito  raiz seca, cheia de um silêncio catastrófico e finalmente assusta apenas aos seres que jamais amaram de verdade, criando um arrepiar pela epiderme, como um tiro que saíra pela culatra e ricocheteou pelo corpo todo, deixando rastros na mente,  no corpo e na alma, tornando-os solúveis e sem utilidade alguma.
Quanto ao vento que o assusta tanto e que move suas angústias, trazendo a brisa calma e suave, lembre-se somente dele, tão somente daquilo que tortura os grandes redemoinhos da vida e acama os seus dias de perdas emocionais e raras. Grandes perdas dá-nos aquilo que sempre sonhamos, sempre almejamos e jamais temos pelos caminhos fáceis – Um vôo de liberdade com o mais puro gosto do sucesso e do eterno prazer pela vida.

Por: Mauri Zeurgo

Um comentário:

  1. Mauri, sempre leio os seus textos e já me tornei seu grande fã. Um grande e demorado beijo na testa. É assim que você diz, né? Rsrsrsrs

    Ricardo

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